Se o MDB, com 10 senadores, 42 deputados federais e 856 prefeitos, ainda é um dos partidos mais fortes do país, por que não lançou e nem apoia nenhum candidato a presidente nas eleições deste ano?
A pergunta aí foi feita ontem ao ex-presidente Michel Temer, que esteve em Salvador para participar dos 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB), com a exibição do documentário 963 dias, que narra o período em que ele esteve na Presidência da República.
– O MDB, de alguma forma, é uma espécie de federação. Ele tem vários quase partidos regionais. O presidente (deputado Baleia Rossi – SP) fez uma reunião e concluiu que o melhor seria deixar cada um à vontade, para não dividir o partido. Isso já aconteceu em outras oportunidades.
Fatiamento
Em síntese, o MDB segue a linha da grande maioria dos partidos no Brasil. Há 80 partidos aptos a disputar as eleições deste ano, e deles, hoje, 27 têm representações no Congresso Nacional.
Quase todos, à exceção do PL, que tem Flávio Bolsonaro como candidato a presidente, e o PT, na federação Brasil Esperança, com o PCdoB e PV, que tem Lula, seguiram a mesma batuta, deixar todos à vontade, com o PSD, que tem Ronaldo Caiado como candidato a presidente e o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, como vice, sendo o caso mais emblemático.
A visita de Temer teve almoço no Restaurante Amado, oferecida pela presidente da ACB, Isabela Suarez.
Fonte: Levi Vasconcelos / A Tarde



