Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, diz que não vai colaborar com a “sanha” de atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo que as críticas sejam feitas por seu próprio partido ou por outros aliados do Palácio do Planalto.
Em 2023, ele votou a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para restringir decisões individuais de ministros da Corte, mas pondera que não pode ir “na onda da galera”.
“Eu sou um cara de jogo de cintura, mas não chego ao teatro rebolado”, afirma o senador e, em entrevista ao Estadão. “Se para voltar aqui eu tiver que voltar fantasiado, prefiro não voltar. Se for para ser conduzido, é melhor mudar de ramo”, completou.
Desde os atos golpistas do 8 de Janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem o STF como aliado. Mas, após o escândalo do Banco Master, que expôs relações de Daniel Vorcaro com ministros do STF – como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli –, Lula e o PT tentam se descolar do desgaste da Corte.
“Tem muita coisa feita pelo STF que eu não sou obrigado a concordar. Mas eles têm o poder deles. E o timing político é uma coisa nossa. A esfera dos 11 (ministros do STF) é diferente. Estão em outra bolha”, observou Wagner.
Fonte: BNews



