Após uma reunião de emergência no domingo, 18, os principais diplomatas da União Europeia (UE) avaliaram a possibilidade de retomar um plano de tarifas de € 93 bilhões (R$ 580,5 bilhões) sobre produtos americanos.
O plano havia sido suspenso até 6 de fevereiro depois que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fechou um acordo comercial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em agosto do ano passado.
A possibilidade de retomada surge após o anúncio de Trump de que, a partir de 1º de fevereiro, serão aplicadas tarifas de 10% sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.
Os países são membros da Aliança Militar Ocidental (Otan) e enviaram tropas à Groenlândia para uma missão de treinamento, considerada por Trump uma tentativa de impedir que os Estados Unidos assumam o controle da ilha.
O presidente norte-americano afirmou ainda que a alíquota poderá subir para 25% em 1º de junho, caso não seja alcançado “um acordo para a compra completa e total da Groenlândia”, território pertencente à Dinamarca.
Uso da ‘bazuca’
Além de taxar produtos americanos, a UE pode penalizar os Estados Unidos com o chamado instrumento anti-coerção (ACI, na sigla em inglês), apelidado de “bazuca” comercial da Europa, que nunca foi aplicado desde sua criação, em 2023.
A medida permite adotar restrições a investimentos e limitar o acesso de companhias americanas ao mercado europeu, incluindo grandes empresas de tecnologia e prestadores de serviços com alto volume de negócios no continente.
Fonte: A Tarde



