O senador baiano Jaques Wagner (PT), discursou pela primeira vez nesta sexta-feira (26) após deixar o cargo de líder do governo no Senado. Durante agenda ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em Barreiras, no oeste da Bahia, o parlamentar afirmou que pretende responder politicamente às acusações relacionadas à nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF).
Durante discurso endurecido o parlamentar destacou que não aceita injustiça e que ser alvo de uma operação por ter relação com o empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, de Daniel Vorcaro, é uma tentativa de montar um esquema para cima do ex-governador em ano eleitoral.
“A parte jurídica meus advogados estão tratando. A parte política eu vou tratar ainda. E eu não sou mais valente que ninguém. O meu pai me ensinou a não ser covarde. Com injustiça, a gente não convive. E eu vou desmontar a mentira que estão tentando montar a meu respeito”, declarou.
Durante o pronunciamento, o petista ainda comparou a situação atual com um episódio ocorrido em 2018, quando também foi alvo de mandados de busca e apreensão durante uma investigação relacionada à concessão da Arena Fonte Nova. Segundo ele, as circunstâncias se assemelham ao que vive atualmente.
“Não sei se é coincidência ou não, em 2018, teve a mesma coisa. Em fevereiro, por conta da condição da Fonte Nova, teve uma busca e apreensão. Eu saí no mesmo dia, como eu saí no mesmo dia dessa, e dei uma entrevista e disse ‘A delegada tá mentindo muito’. E a pataquada, como eu disse na minha entrevista, eu vou desmontar. Sem medo de nada”, afirmou.
Fonte: bahia.ba



