O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH), Felipe Freitas, afirmou ontem (6) que está acompanhando as investigações envolvendo o deputado estadual Binho Galinha (PRD), preso na última sexta-feira (3). Durante entrevista coletiva realizada na sede do Procon, em Salvador, em um encontro com órgãos de fiscalização, ele destacou que os trabalhos da polícia, da Justiça e da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) devem ser respeitados.
Ele defendeu o “direito à ampla defesa e ao contraditório” do parlamentar. “Nós do Executivo estamos só esperando que a polícia, a Justiça e a Assembleia cuidem do caso. Nós respeitamos o trabalho da Justiça, respeitamos o trabalho da polícia. Consideramos que o parlamentar precisa ter direito à ampla defesa e ao contraditório, que as imunidades do parlamentar precisam ser preservadas e a sociedade espera uma resposta sobre o caso”, declarou.
Binho Galinha foi preso na semana passada, após ser considerado foragido desde a quarta-feira (1º), quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). Ele é suspeito de chefiar um grupo criminoso envolvido em lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico.
Denúncia
À imprensa, o secretário Felipe Freitas também voltou a se manifestar sobre a importância do acompanhamento da atuação policial pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). A fala foi motivada pela denúncia apresentada na última quinta (2) pelo MP-BA contra quatro policiais militares da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) de Santo Antônio de Jesus. A ação foi conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça do município, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp).
Segundo o secretário, o trabalho do MP-BA é essencial para esclarecer os fatos e garantir transparência à sociedade. “Acompanhamos a luta dos familiares de Jacson por justiça e somos profundamente solidários à dor de sua mãe que, há anos, busca explicações para a sua perda. Esperamos que o processo tramite com rapidez e que, garantida a ampla defesa e o contraditório, os causadores daquela morte e dor inconsolável da mãe de Jacson sejam responsabilizados”, afirmou Felipe Freitas.
A denúncia apresentada pelo MP-BA acusa os policiais de homicídio qualificado, por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima, contra o adolescente Jacson, de 16 anos, além de tentativa de homicídio contra Emanuel da Silva, de 18. Os crimes ocorreram em março de 2022.
Segundo o MP-BA, os policiais efetuaram disparos contra os jovens, que trafegavam de motocicleta na entrada do Conjunto Habitacional Cidade Nova II. Eles teriam tentado desviar da viatura por não terem idade legal para conduzir o veículo, o que desencadeou a perseguição.
Jacson, que pilotava a moto, foi atingido na nuca e morreu sete dias depois, em decorrência de hemorragia encefálica. Emanuel, que estava na garupa, não foi baleado. Ele relatou ter sofrido ameaças dos policiais logo após a queda e disse que os agentes chegaram a afirmar que colocariam uma arma em suas mãos para incriminá-lo pelo disparo que matou o amigo.
Fonte: Tribuna da Bahia




Galinha tem que ficar no galinheiro, se ficar solto , vai voltar a comer a ração dos vizinhos, para bom entendedores meia palavra Basta .