O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), sancionou um conjunto de leis que garante reajustes salariais e reestrutura carreiras no funcionalismo público estadual. Mais de 43 mil servidores serão contemplados, com ganhos que variam entre 10,2% e 22,1%, distribuídos entre 2025 e 2026. A cerimônia ocorreu na tarde de ontem, no Centro de Operações e Inteligência (COI) da Secretaria de Segurança Pública (SSP), no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Segundo o Executivo, a medida representa um avanço na valorização dos servidores, ao modernizar regras de progressão funcional, atualizar gratificações e reorganizar estruturas de cargos. O impacto financeiro estimado é de R$ 118,5 milhões ainda em 2025, alcançando R$ 339,8 milhões em 2026 e chegando a R$ 377,8 milhões em 2027.
Entre os maiores percentuais de reajuste estão os técnicos em fiscalização e regulação (22,10%), policiais civis (22%) e técnicos em obras públicas (21,04%). Também terão ganhos significativos os especialistas em fiscalização e regulação (15,62%), o grupo ocupacional de gestão pública (15,69%), o grupo de artes e cultura (15,57%), além de docentes universitários, policiais militares, servidores da saúde e do sistema penitenciário. Auditores fiscais e agentes de tributos receberão 10,19%.
Além dos aumentos, o pacote prevê mudanças estruturais, como a criação de novas classes e a redefinição de critérios de promoção, baseados em desempenho e tempo mínimo de serviço. Também houve atualização e ampliação de gratificações, que em alguns casos podem chegar a até 160%.
No ensino superior, a valorização do magistério público se destacou, com a promoção de 506 professores das quatro universidades estaduais (UNEB, UEFS, UESB e UESC). De acordo com o governo, os reajustes reforçam o compromisso com o diálogo junto ao funcionalismo e a construção de uma administração pública mais moderna e eficiente.
Bandeira dos EUA na Paulista
No mesmo evento, Jerônimo criticou o uso de uma bandeira dos Estados Unidos durante a manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizada na Avenida Paulista justamente no dia 7 de Setembro, data em que se comemora o Dia da Independência do Brasil.
“Olha, eu fico muito triste, porque a expectativa nossa é que a gente faça uma defesa do nosso país, da nossa pátria. Ninguém pode mexer numa pátria e os patriotas ficarem tranquilos em não ver mais bandeiras brasileiras em um movimento ou em outro. Eu fiquei muito triste, realmente”, afirmou, em entrevista ao site BNews.
Jerônimo disse não compreender a justificativa para o gesto em plena data cívica: “Eu não administro qual explicação que alguém possa, no dia da pátria, você trazer uma bandeira de outra nação, beijar a bandeira, fazer hasteamento, puxar a bandeira na Avenida Paulista, nas avenidas mais importantes nossas do Brasil, fazer a imagem sair do país, ao invés de ter uma bandeira verde e amarela. Ter uma bandeira que não é nossa, sabe? Isso eu não concordo”.
Fonte: Tribuna da Bahia



