O senador Jaques Wagner (PT) voltou a defender a manutenção da chapa que venceu as eleições estaduais de 2022 e indicou que o cenário político para 2026 já está praticamente definido. Ontem (19), em entrevista à rádio Metrópole, o petista afirmou que as principais candidaturas ao governo e ao Senado estão encaminhadas e reiterou apoio à reeleição do atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
“Eu considero que as coisas estão resolvidas. No Senado já tem os dois nomes, eu e Rui. Falta é complementar com os suplentes”, disse, ao citar também o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), como integrante da chapa majoritária. Segundo Wagner, a candidatura ao Palácio de Ondina deve permanecer com Jerônimo Rodrigues, mantendo a base que garantiu a vitória no último pleito estadual.
O senador reforçou ainda que, na sua avaliação, a repetição da aliança formada em 2022 seria o caminho mais adequado para o grupo político. “E se depender da minha opinião, já externei essa opinião várias vezes, eu mantenho a chapa que foi vitoriosa há quatro anos atrás, em 2022”, afirmou. Apesar disso, ele ponderou que ainda não houve formalização completa das decisões e que alguns ajustes seguem em discussão.
“Mas eu diria assim, a parte fundamental de uma chapa, que é o governador e os senadores, ela já está resolvida. Eu estou em campanha, Rui está em campanha, Jerônimo está em campanha. Agora é óbvio que ainda não bateu o martelo total”, completou.
Na mesma entrevista, Wagner também comentou o caso envolvendo um contrato firmado entre o Banco Master e a empresa BK Financeira, da qual a esposa de seu enteado, Bonnie de Bonilha, é sócia. O senador negou qualquer participação na negociação e afirmou que não tem relação com os negócios da família.
“Ano de eleição também é ano de especulação. A questão do Master virou escândalo nacional. A gente precisa separar o joio do trigo, tem muita trambicagem sendo feita”, declarou.
Ele reforçou que não tem envolvimento com a situação. “Chamo de nora porque é esposa do meu enteado, mas não tenho nada a ver com isso. Não tenho nada a explicar, porque não tenho nada a ver com isso”, garantiu. O senador também disse que os responsáveis já prestaram esclarecimentos à defesa e às autoridades.
“Eu separo muito lá em casa: a política é comigo e quem tem seus negócios faz seus negócios”, declarou. Ele acrescentou que os advogados da empresa já apresentaram esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal.
De acordo com Wagner, foi protocolada uma petição ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), oferecendo acesso a dados fiscais e bancários para comprovar a legalidade da operação. O contrato, segundo o advogado Moisés Dantas, consistia na prospecção e indicação de operações de crédito consignado, e não em consultoria.
Wagner também destacou que a intermediação ocorreu em 2022, antes do atual governo estadual, e afirmou que houve um distrato no ano passado. Ele disse ainda que prestou solidariedade aos envolvidos diante das suspeitas levantadas sobre o caso.
Fonte: Tribuna da Bahia



