O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, afirmou que sua gestão será marcada por ações voltadas à ampliação do acesso ao crédito, à redução da burocracia e à criação de novas oportunidades de mercado para os pequenos negócios brasileiros.
Em entrevista à Tribuna, o ministro destacou que o governo pretende aproximar o Estado dos milhões de empreendedores que, muitas vezes, enfrentam sozinhos desafios relacionados a financiamento, capacitação e acesso ao mercado.
Segundo ele, a gestão está concentrada em quatro frentes principais: ampliação do crédito, simplificação de processos, abertura de mercados e incentivo ao empreendedorismo entre os jovens.
“Nossa prioridade é fazer com que o Estado esteja mais próximo de quem empreende. O Brasil tem uma enorme vocação empreendedora e o papel do governo é transformar talento e criatividade em renda, emprego e desenvolvimento”, afirmou.
Crédito mais acessível
Entre as principais apostas do ministério está o fortalecimento de programas de financiamento, como o ProCred 360, o Pronampe e o Novo Desenrola.
O ProCred 360 é direcionado a microempresas e microempreendedores individuais (MEIs) com faturamento anual de até R$ 360 mil e oferece linhas de crédito com juros reduzidos, graças às garantias públicas oferecidas pelo governo.
Já o Pronampe atende empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano.
O ministro também destacou as mudanças no Novo Desenrola, que passou a oferecer carência de até 24 meses e prazo de pagamento de até 96 meses, permitindo que empresários substituam dívidas mais caras por crédito com condições mais favoráveis.
“Quando o crédito chega em condições adequadas, o pequeno negócio investe, cresce, gera emprego e movimenta a economia”, ressaltou.
Além do crédito e dos impostos
Para Paulo Henrique Pereira, o fortalecimento das micro e pequenas empresas não depende apenas de financiamento ou de questões tributárias.
Ele defende a necessidade de investir em qualificação, inovação, produtividade e acesso às compras públicas.
Nesse contexto, o ministro citou o programa Contrata+Brasil, iniciativa que busca aproximar pequenos empreendedores das oportunidades de fornecimento de produtos e serviços para o setor público.
“Muitas empresas têm capacidade de produzir e prestar serviços, mas encontram dificuldades para acessar clientes. O papel do Estado também é abrir esses mercados”, afirmou.
Mudanças no Simples Nacional e no MEI
Sobre as discussões envolvendo possíveis mudanças no Simples Nacional e no Microempreendedor Individual (MEI), o ministro disse que o governo está dialogando com diferentes setores para encontrar soluções equilibradas.
Segundo ele, o objetivo é atualizar parâmetros que perderam valor ao longo dos anos e evitar que empreendedores sejam penalizados pelo crescimento de seus negócios.
“Qualquer mudança precisa ser feita com responsabilidade fiscal e segurança jurídica, sempre ouvindo quem empreende”, declarou.
Incentivo aos jovens empreendedores
Outra aposta da gestão é o programa Pé no Futuro, voltado para jovens interessados em abrir o próprio negócio.
A proposta inclui formação, orientação, mentoria e acesso a oportunidades para transformar ideias em empreendimentos sustentáveis.
Ao falar sobre o legado que espera deixar à frente do ministério, Paulo Henrique Pereira afirmou que deseja consolidar o empreendedorismo como uma política permanente de desenvolvimento econômico.
“Queremos um ambiente em que abrir um negócio seja mais simples, acessar crédito seja mais fácil e crescer seja um resultado natural do esforço e da criatividade do empreendedor brasileiro”, concluiu.
Com informações do Tribuna da Bahia



