O secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro (Foto: Reprodução), afirmou que já se pode dizer, na metade da festa, que a Bahia vive um Carnaval histórico. “Do ponto de vista da presença do público temos todas as expectativas superadas. Estamos chegando a 7 milhões de pessoas tendo passado pelos circuitos da festa e ainda assim todos os dados sobre Segurança Pública são melhores. Há uma redução nos índices de criminalidade e violência e quando isso acontece o que impera na festa é a cultura, a força das nossas manifestações, a disputa pela música do Carnaval e a celebração dos 40 anos do axé music”, diz.
Ele ressalta ainda que a Bahia se movimenta economicamente de forma firme na festa. “São 4 milhões de turistas, 1 milhão na capital e 3 milhões nas outras cidades, que o estado recebe nesses dias e quando conseguimos mostrar com tanta competência nossa capacidade de realizarmos um evento dessa magnitude com alegria e segurança, estamos afirmando para o mundo que somos um destino de qualidade e que as pessoas podem procurar”.
O secretário lembra que há alguns anos se via o São João como a festa do interior e o Carnaval como uma festa de Salvador, mas que isso está se dissipando. “Cada dia mais os municípios do interior do estado tem realizado festejos carnavalescos, desde pequenas festas nas praças e nos largos até grandes festas que tomam conta da cidade durante vários dias. Com isso, não apenas a cultura ganha como também os municípios se desenvolvem”.
O valor injetado na economia da Bahia durante o verão são R$ 7 bilhões. “Isso gera empregos, renda para o povo baiano. É todo o mesmo ciclo e trabalho que vem sendo desenvolvido e que com certeza vem para fortalecer o nosso estado e todo o seu pontencial”.
Em relação aos blocos afro, Bruno disse que o Governo do Estado os apoia por meio do “Ouro Negro” e esse ano destinou R$ 15 milhões. “Essas entidades fazem uma importante conexão do que vivemos hoje com a nossa ancestralidade, a nossa raiz e nossa identidade cultural. Entendemos ao longo dos anos que esse apoio traz um resultado gratificante do ponto de vista da riqueza cultural, como também do trabalho que desenvolvem em suas comunidades”.



