Morreu, nesta quarta-feira (7), o ícone da rádio baiana, o radialista Itajay Pedra Branca. Itajaí tinha 80 anos e morreu em um hospital particular de Feira de Santana após permanecer internado por 47 dias. Ele foi admitido na unidade de saúde em 20 de novembro de 2025, inicialmente para tratamento de pneumonia. Com a evolução do quadro clínico, foi necessária a transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cerca de 30 dias após a internação. No setor, Itajaí permaneceu por mais 18 dias, mas não resistiu às complicações.
Itajay deixa a esposa, a professora Jaci Ferreira Pedra Branca. Ele também deixa dois filhos: o radialista e pedagogo Itajay Júnior e o jornalista e professor Andrews Ferreira Pedra Branca. O legado familiar se estende às netas Laura e Maria Dulce, que guardam a memória e a história deixadas por ele.
Governo Municipal decreta luto oficial
O Governo Municipal de Feira de Santana decretou luto oficial de três dias pelo falecimento do radialista Itajay Pedra Branca, ocorrido na manhã desta quarta-feira (7). Ícone do rádio feirense e baiano, Itajay tinha 80 anos e estava internado há mais de 45 dias no Hospital São Matheus.
O decreto foi assinado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, em reconhecimento à relevante contribuição do comunicador para a história da comunicação no município e na Bahia. Além de sua trajetória marcante no rádio, Itajay Pedra Branca era servidor aposentado da Secretaria Municipal de Comunicação Social da Prefeitura de Feira de Santana.
O prefeito José Ronaldo destacou a importância do radialista para a cidade e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão. “Itajay Pedra Branca foi um profissional extraordinário, que levou o nome de Feira de Santana para além das fronteiras do nosso município e do país. Seu legado no rádio, marcado pelo compromisso com a informação e pelo amor à comunicação, jamais será esquecido”, afirmou.
O secretário municipal de Comunicação Social, Joilton Freitas, também ressaltou a relevância da trajetória do radialista. “Itajay ajudou a escrever a história do rádio feirense e baiano. Foi um profissional dedicado, ético e apaixonado pela notícia, pelo esporte e pelas grandes coberturas internacionais, servindo de inspiração para várias gerações de comunicadores”, pontuou.
Com décadas dedicadas ao rádio, Itajay Pedra Branca construiu uma carreira sólida e respeitada, atuando como repórter, apresentador de programas jornalísticos e narrador esportivo. Sua trajetória ganhou projeção nacional em 13 de maio de 1981, quando entrou para a história do rádio brasileiro ao ser o primeiro jornalista a divulgar, no Brasil — e possivelmente na América do Sul — o atentado a bala sofrido pelo papa João Paulo II, na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Reconhecido como o mais “internacional” dos comunicadores de Feira de Santana, Itajay acumulou no currículo a cobertura de oito Copas do Mundo e quatro Olimpíadas.
Com o decreto de luto oficial, a Prefeitura de Feira de Santana presta homenagem a um profissional que marcou profundamente a comunicação local e deixa um legado de dedicação, pioneirismo e amor ao rádio.



