O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou ontem (16) que deve anunciar, em até dez dias, o nome do futuro titular da Secretaria Estadual para Assuntos do Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Ilha de Itaparica (Seponte). De acordo com ele, o anúncio será feito após a entrega do projeto aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). “Tenho que estar com o projeto na minha mesa para transformar o que foi aprovado em lei, sancionar e anunciar. Mais importante do que anunciar o nome é formar uma equipe dedicada ao acompanhamento do orçamento da ponte, das empresas das fiscalizações e da relação com a comunidade”, declarou.
Aliados do governo indicam que o nome a ser escolhido precisa ter experiência na condução de grandes obras. Nos bastidores, partidos da base já se movimentam para sugerir nomes ao governador. A Seponte, aprovada pelos deputados estaduais, terá a função de coordenar e monitorar a execução da ponte Salvador-Itaparica, empreendimento com investimento superior a R$ 10 bilhões, desenvolvido em parceria com empresas chinesas. A secretaria terá caráter temporário e será extinta após a conclusão da obra, quando a gestão passará a ser feita por meio de uma parceria público-privada (PPP).
Jerônimo também comentou sobre a Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. O governador negou que a ação tenha motivação política, como afirmam integrantes da oposição. Na terça (14), o deputado federal Dal Barreto (União Brasil) foi alvo da operação. Ele teve o celular apreendido no Aeroporto de Salvador, e outros endereços ligados a ele também foram alvos de mandados. Ao todo, a PF cumpriu oito ordens de busca e apreensão na Bahia e em Brasília, todas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Jerônimo afirmou que o caso deve ser tratado dentro do campo judicial. “Quando alguém é intimado a entregar aparelho celular ou documentação, já passa para questão judicial ou de polícia, que sai do ambiente da política”, declarou.
“Só espero que a Justiça, de fato, apresente as respostas para que a gente possa entender o que acontece com as pessoas que entram na política para atender os benefícios do povo, para poder realizar aquilo que o povo sonha e desvirtua no seu papel de poder utilizar os recursos de forma não adequada às regras da Constituição. Eu espero que a Justiça seja feita, em nome de todos aqueles que se utilizam do lugar da política para poder estabelecer parâmetros que não são os nossos”, completou.
Fonte: Tribuna da Bahia



