O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante discurso ontem, em Salvador, ao participar da entrega de equipamentos de saúde ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). O evento marcou uma nova etapa de investimentos federais na área da saúde no estado e reuniu autoridades, gestores municipais e representantes do setor.
Ao se dirigir diretamente a Lula, Jerônimo destacou a retomada da parceria institucional entre os governos estadual e federal. “Tudo, Lula, em parceria com o senhor. E hoje eu posso dizer, essa agenda de saúde, Padilha, eu estou agradecendo tudo que você veio entregar aqui hoje, o que você assinou, mas tudo aquilo que está acontecendo”, afirmou o governador, ao agradecer pelas ações anunciadas durante a agenda.
Na sequência, Jerônimo citou o período em que Rui Costa esteve à frente do governo da Bahia e reclamou da falta de apoio federal após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “Esse governador que está ao seu lado aí, esse ministro (Rui Costa), Lula, governou seis anos, seis anos, sem o governo federal estender a mão. Quando arrancaram a Dilma da cadeira, que o Michel Temer sentou, a gente não, recebeu mais um centavo”, disse, em tom crítico.
O governador ampliou as críticas ao citar a gestão Bolsonaro. “Depois, o presidente Bolsonaro, quatro anos, sem sequer receber um governador do estado, sem sequer receber deputados federais, estaduais ou prefeitos”, declarou. Para Jerônimo, o cenário mudou com a posse de Lula, que retomou o diálogo federativo e os investimentos. “Não se governa assim, presidente. Hoje, o senhor está entregando aqui, 107 ambulâncias da SAMU. Juntando todas as entregas de saúde de hoje, a gente bate 405 municípios”, afirmou.
Jerônimo também explicou que nem todas as cidades baianas foram contempladas na agenda e negou qualquer motivação política. “Ficam faltando aí 8, 9, 10 municípios que não foram contemplados, não foi por boicote político. Foi porque não cadastrou, já falou aqui Padilha e o ministro Rui Costa”, justificou.
Durante o evento, Rui Costa também discursou e fez críticas ao governo Bolsonaro, destacando a retomada de obras paralisadas na saúde. O ministro chamou atenção para o impacto da desinformação e dos desafios impostos pelas novas tecnologias. “Presidente, eu vou ser rápido, mas é preciso, mais do que nunca, numa época da humanidade que a gente precisa disputar a realidade, a vida real, com muitas vezes a mentira, da vida virtual. Da inteligência artificial, quando a gente vê um vídeo agora na internet, a gente fica sem saber se é mentira ou se é verdade”, afirmou.
Rui apresentou números do início do terceiro mandato de Lula e responsabilizou a gestão anterior pela paralisação de obras. “No Brasil, quando o senhor entrou em janeiro de 2023, vamos gravar esses números que é importante, janeiro de 2023 o presidente encontrou, só na saúde, Mais de 6.500 obras de saúde paralisadas, presidente”, disse. Segundo ele, a decisão do atual governo de atualizar os valores dos contratos permitiu a retomada dos investimentos. “E o senhor mandou incluir no PAC atualizar o valor dessas obras e esses prefeitos e prefeitas toparem o desafio e estão concluindo todas essas obras que estavam paralisadas porque não recebiam recurso do governo anterior.”
Fonte: Tribuna da Bahia



