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Estados Unidos barram árbitro da Copa e apontam suspeita de ligação com terrorismo

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan não participará da Copa do Mundo de 2026 após ter sua entrada negada nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela Fifa, que retirou o profissional da escala do torneio após o episódio envolvendo a imigração americana.

Segundo comunicado divulgado pelo governo dos Estados Unidos à emissora Fox News, a decisão ocorreu após uma análise conduzida pelas autoridades de fronteira do país.

De acordo com a administração do presidente Donald Trump, foram identificadas informações consideradas comprometedoras, incluindo supostos vínculos com pessoas investigadas por participação em organizações terroristas.

“Após uma análise mais aprofundada pelo órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras, foram encontradas informações comprometedoras, incluindo vínculos com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas”, informou o governo americano em nota divulgada à Fox News.

Omar Abdulkadir havia afirmado anteriormente que não recebeu explicações detalhadas sobre os motivos que levaram à recusa de entrada. O governo dos Estados Unidos, porém, contestou essa versão e declarou que o árbitro recebeu a documentação referente ao procedimento migratório adotado.

A exclusão do árbitro também interrompe um momento histórico para o futebol somali. Aos 34 anos, Artan se preparava para se tornar o primeiro árbitro de seu país a atuar em uma Copa do Mundo.

Antes da convocação para o Mundial, o profissional acumulava reconhecimento no futebol africano. Em 2025, comandou a final da Liga dos Campeões da África entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns e foi eleito o melhor árbitro do continente pela Confederação Africana de Futebol.

Artan enfrentou dificuldades para obter autorização de entrada nos Estados Unidos e chegou a recorrer à embaixada da Somália no Quênia para conseguir um passaporte diplomático. Apesar disso, o documento não foi aceito pelas autoridades migratórias americanas.

Em nota, a Fifa confirmou que o árbitro não poderá atuar na Copa do Mundo e ressaltou que não participa dos processos de imigração conduzidos pelos países-sede da competição.

Fonte: bahia.ba

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