Os deputados estaduais, que circulam pelos quatro cantos da Bahia, são unânimes em afirmar: a luz amarela acendeu no sertão, com os primeiros sinais da seca.
O deputado Pedro Tavares (UB), por exemplo, visitou no fim de semana 14 municípios da região de Irecê e diz ter voltado de lá estarrecido com o cenário. “Em todos eles a situação é preocupante. Já não tem água e nem comida suficiente para manter os rebanhos e o pessoal da agricultura (cebola e cenoura, principalmente), quase todos dependentes da irrigação, também já se queixa da água pouca.”
Ele diz que pediu ao governo a criação do Comitê de Enfrentamento da Seca: “É preciso haver ações emergenciais. A coisa é feia”.
Seca verde – A deputada Fátima Nunes (PT), que tem suas principais bases no nordeste baiano a partir de Cícero Dantas, diz que lá na região a situação também está muito preocupante. “Deu aquela chuvinha que fez o verde emergir na caatinga, mas não encheu rios, açudes e nem barragens. É a chamada seca verde ((Povoado da Dona Maria, em Olindina: a seca verde – Foto: Adilton Venegeroles | AG. A TARDE).”
Seja como for, Pedro Tavares diz que há mais de 14 anos visita regularmente a região de Irecê e nunca viu algo similar. Embora a seca no sertão seja cíclica, o medo é que as mudanças climáticas agravem o problema.
No sertão espera-se chuva até o fim de março, o que às vezes falha e dá a seca total. Se as alterações climáticas se agregarem, a situação ruim fica pior.
Fonte: A Tarde



