Acontece nesta segunda-feira (24), no Centro de Abastecimento, em Feria de Santana, a gravação do audiovisual da Seresta do Rasta. Edu Furacão, o Rasta, falou sobre o momento que está vivendo. “Esse projeto é mais uma benção. Com certeza será outro golaço”.
Edu é pioneiro nesse ritmo que junta o reggae e o arrocha. “Esse ritmo agrega em nosso dia a dia e veio para conquistar o Brasil. Estamos conquistando um grande público com crianças e idosos que vão ao nosso camarim chorando. Isso é gratificante, mostrar as crianças a verdadeira música, aquela que toca o sentimento e que estamos resgatando. Sucessos sempre serão sucesso”.
Ele, que sempre foi muito eclético, produzia outros ritmos para outros artistas. “Fui criado no meio do reggae e pensei porque não resgata-lo mostrando para o Brasil ele junto com a seresta que está em alta”. Esse resgate ajuda os artistas que toca reggae. “Precisamos estar sempre revivendo-o e criando memórias afetivas”.
Edu estará na Micareta de Feira no domingo, 4 de maio. “Tocamos de janeiro a janeiro, em qualquer época do ano. Vamos sempre curtir essa música porque ela nos toca, até quando está em inglês e nem sabemos o que está sendo dito”.
O audiovisual será lançado antes da Semana Santa. “Ele estará na praça em todas as plataformas digitais. Foi muito difícil chegar até aqui, mas não podemos desistir. São quase 20 anos de música. Para os jovens, digo que sempre estejam antenados ao mercado e saber o que está acontecendo. Quem batalha não deve desistir. Pé no chão e fé em Deus“.

O reggaeman Osvaldo Silva, um dos convidados, falou sobre a importância de surgir novos cantores no movimento. Segundo ele, essa ideia do Rasta está levando multidões por onde passa. “A ideia é muito massa. Fico feliz pelo convite feito por ele a mim para gravar três músicas juntos nesse audiovisual. É gratificante para nós e para o povo que vai poder escutar o reggae em ritmo de arrocha. É uma novidade muito gostosa e eu estou muito feliz”.
Com a Micareta de Feira 2025 se aproximando, essa gravação é uma ponte para o poder público municipal conhecer o trabalho de Osvaldo e trazê-lo para a cidade. “Acho que já participei umas seis vezes da Micareta puxando bloco e está quase certo para que eu esteja junto com o Rasta no domingo. No sábado participarei de uma bloco Quilombo. Quando existe duas pessoas com humildade que se juntam, não há orgulho para nada. É pé no chão”.
O reggae tem deixado de ser uma música descriminada pelo poder público e cantores de reggae tem sido contratados por ele. Um exemplo disso é Edson Gomes. “Ele é um ótimo músico, raiz. Sou fã dele. Minha música é mais voltada para o amor, mas Édson é indiscutível e eu admiro muito o trabalho dele. O reggae tem que expandir mesmo. Ainda tem muito preconceito. Algumas pessoas ainda acham que ele é sobre drogas e não é. A droga está nas mentes vazias e negativas. Tem que ser positivo para sua mente ser positiva”.



