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Lula alertou Trump sobre Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva detalhou nesta segunda-feira, dia 27, como se dispôs a ajudar na interlocução do governo Donald Trump com a ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela. O petista sugeriu estabeler uma mesa de negociação com Maduro e que o Brasil esteja presente.

“Não dá para achar que tudo é resolvido na base da bala. Não é”, disse o presidente.

O petista afirmou que introduziu o assunto por causa da preocupação com a operação militar americana no Mar do Caribe, com Forças Armadas, contra supostas embarcações de narcotraficantes, e o aval de Trump para a CIA atuar em território venezuelano.

O Palácio do Planalto teme algum ataque pontual e entende que uma tentativa de derrubar o regime chavista teria consequências negativas para os países vizinhos, como Brasil e Colômbia.

“Estou vendo que as coisas estão se agravando”, disse Lula a Trump, segundo relato do próprio petista, com base no noticiário. “Acho possível encontrar uma solução se houver disposição de negociação e o Brasil tem interesse que não haja guerra na América do Sul.”

O presidente escreveu sobre o caso no memorando que entregou a Trump, numa pasta vermelha. “Conheço a situação a Venezuela, sei o que está acontecendo e acho importante ser resolvido numa mesa de negociação. O Brasil tem expertise.”

O presidente sugeriu que Trump “levasse em conta” a experiência anterior de mediação brasileira, como o Grupo de Amigos da Venezuela, de 2003, criado para intermediar uma crise interna com o então presidente Hugo Chávez.

“Se precisar que o Brasil ajude, estamos à disposição”, disse Lula. “Queremos manter a América do Sul como zona de paz e não trazer conflitos de outra região para o nosso continente.”

Lula afirmou que ele mesmo votou a favor da proibição de armas nucleares no Brasil e que o País deve desempenhar um papel por causa do peso econômico e da fronteira com a maioria dos países sul-americanos.

Segundo relatos da conversa, Trump agradeceu e concordou que o Brasil pode ser útil.

Antes da reunião, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, havia indicado simpatia pela ideia. Ele lembrou que nem mesmo Lula reconhecia a legitimidade de Maduro, seu histórico aliado.

“Não sei se eles (governo brasileiro) podem ser úteis ou não. Mas eu quero, é interessante”, afirmou Rubio.

Relação com a China

O petista foi questionado por outra declaração de Rubio, que antes do encontro pediu ao Brasil uma preferência na relação econômica e política com os EUA, em vez da China.

“O Brasil não tem preferência por países”, disse Lula. Ele afirmou que espera que a relação comercial do País com a China cresça, assim como com os demais países, e que o Brasil não quer ter “dependência”. “Não quero contencioso com ninguém.”

Ucrânia x Rússia

O presidente também fez um curto comentário sobre a expectativa de mediar um acordo de paz na guerra entre Rússia e Ucrânia. Trump levou adiante negociações com Moscou, mas ainda não conseguiu convencer Vladimir Putin. Por sua vez, o petista também tentou intermediar um cessar-fogo, em conjunto com a China.

Lula já elogiou a tentativa de Trump, por meio da Cúpula no Alasca, quando retomou contatos diretos com Putin.

“A gente pode resolver essa guerra da Rússia e da Ucrânia. A guerra está no ponto de maturidade. Estamos há três anos em guerra. O Putin já sabe o que quer, o Zelenski já sabe o que quer, cada um já sabe o que vai conseguir. O que está faltando é colocar na mesa de negociação. Estamos chegando no ponto de acabar com essa guerra no mundo”, disse o petista.

Fonte: Tribuna da Bahia

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