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HomeBrasil"Eu não celebro, não faço festa", diz Jerônimo sobre prisão de Bolsonaro

“Eu não celebro, não faço festa”, diz Jerônimo sobre prisão de Bolsonaro

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se pronunciou ontem sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante evento em Salvador, o petista evitou comemorações, mas foi firme ao defender o cumprimento da lei e cobrar posicionamento dos aliados do ex-mandatário.

“Eu não celebro, não faço festa, mas concordo com o que está sendo feito no sentido de que a Justiça possa punir aqueles que desobedecem à lei. Todos nós estamos sujeitos às regras da lei. Ninguém pode passar por cima da Constituição, não existe cargo maior ou menor que o que a lei estabelece”, declarou Jerônimo, durante a sanção da lei do programa Bahia Alfabetizada, no Centro de Operações e Inteligência (COI).

O governador destacou que espera que Bolsonaro recorra dentro dos trâmites legais, mas afirmou que a decisão judicial precisa ser respeitada enquanto estiver em vigor. “Se um juiz, um ministro, estabeleceu as regras, temos que recorrer com bons advogados ou cumprir. Enquanto a determinação estiver mantida, temos que respeitar. É assim que funciona a democracia”, disse.

A fala do chefe do Executivo baiano ocorre no contexto da repercussão nacional da prisão domiciliar de Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado e de outros crimes relacionados à tentativa de subverter o processo democrático após a derrota nas eleições de 2022.

Jerônimo também criticou o que chamou de “silêncio seletivo” dos aliados do ex-presidente. “Quem está em cima do muro precisa dizer: vai defender ou não o ex-presidente? Vai manter que ele está certo ou errado? Porque até agora, o time dele defendeu. Mas agora estão em silêncio. Por quê?”, questionou.

Apesar das críticas, o governador reforçou que o episódio não deve ser tratado como disputa partidária. “É uma questão jurídica. Não é mais política. Já saiu do âmbito da política. E é importante que o Brasil veja isso com seriedade”, concluiu.

Fonte: Tribuna da Bahia

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