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Wagner diz que debate sobre chapa ao Senado em 2026 esfriou

O senador Jaques Wagner (PT) avaliou que a discussão sobre a composição da chapa governista ao Senado em 2026 perdeu força nos últimos meses, mas será retomada até o fim do ano. Ontem (24), em entrevista à rádio Juazeiro AM, o parlamentar disse considerar a situação um “bom problema” para a base aliada.

De acordo com Wagner, três nomes se apresentam como competitivos dentro do grupo: ele próprio, o senador Angelo Coronel (PSD) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). “É óbvio que temos um bom problema. São três candidatos para duas vagas. Vamos ter que nos debruçar para ver como resolver essa questão. Mas, sem dúvida nenhuma, é uma chapa que chegará muito forte”, afirmou.

O senador também respondeu às especulações da oposição sobre possível divisão interna. “A oposição aposta na divisão, mas todos nós sabemos que a força do nosso time está na unidade dentro da diversidade. Jerônimo e eu somos de um partido e Coronel é de outro. Mas é essa pluralidade que dá dinamismo à nossa família política”, disse.

Durante a entrevista, Wagner ressaltou que a prioridade segue sendo a pauta administrativa e legislativa, mas reconheceu que o debate eleitoral deverá ganhar corpo nos próximos meses. “Vamos ajeitar a casa. Toda eleição é uma caixa de surpresa, mas acredito que chegaremos muito bem para, mais uma vez, ter o reconhecimento do povo baiano em 2026″, previu.

Ele também comentou a possível reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente norte-americano Donald Trump, avaliando que o encontro poderá ajudar a reduzir as tensões decorrentes do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para Wagner, o cenário atual representa um “jogo de perde-perde”.

“O presidente americano tem o estilo dele. O presidente Lula também, ele é muito direto. E eu acho que exatamente por esse estilo, dos dois, ou conversa, ou racha de vez. A gente acerta um passo – e eu acho que vai acertar um passo”, declarou.

Sobre a discussão da anistia, Wagner afirmou não ver comparações possíveis com a lei de 1979, aprovada durante a transição da ditadura para a democracia. Para ele, o contexto é outro. “Anistia é um instrumento para períodos de exceção, de ditadura, de guerra. Não tivemos isso no Brasil. Tivemos uma eleição normal, reconhecida por observadores internacionais, e um grupo que não aceitou o resultado fez a baderna de 8 de janeiro”, opinou.

O senador avaliou que parte dos participantes dos atos pode ter sido manipulada, mas destacou que o episódio foi criminoso e articulado. Nessa linha, defendeu o projeto de dosimetria de penas, que, segundo ele, diferencia financiadores e organizadores do golpe de quem apenas aderiu às manifestações. “A dosimetria não é anular pena, nem aliviar para os mandantes. Para mim, só faz sentido se for para concentrar as forças em quem pensou em dar o golpe: quem financiou, quem articulou contra as instituições”, completou.

Fonte: Tribuna da Bahia

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