O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que o suspeito que tentou invadir um jantar de gala do qual o presidente participava havia escrito um manifesto anticristão. “O cara é doente”, disse Trump à Fox News. “Quando você lê o manifesto dele, percebe que ele odeia os cristãos.” “Na verdade, a irmã ou o irmão dele já haviam reclamado disso. Sabe, eles chegaram a reclamar com as autoridades. Ele era um cara muito perturbado.”
No sábado, Trump agradeceu o trabalho “fantástico” e muito rápido do Serviço Secreto Americano. “Não deu muito tempo para pensar, foi muito rápido”, afirmou Trump a jornalistas durante coletiva de imprensa na Casa Branca, logo depois do incidente.
Segundo ele, o episódio foi “totalmente chocante”. O presidente ouviu um barulho, mas pensou que fosse uma bandeja que caiu no chão. Questionado por jornalistas se esse ataque teria alguma relação com a guerra no Irã, Trump disse que não.
“O Serviço Secreto e a Força de Segurança agiram rapidamente. O evento era dedicado à liberdade de imprensa que existe na nossa Constituição. O homem passou pela segurança com diversos armamentos”, afirmou. Trump disse ainda que se trata de “um homem doente” que “deve passar o resto da vida na cadeia”. O presidente disse acreditar que o suspeito agiu sozinho, um “lobo solitário”.
Mais cedo, o FBI havia confirmado que o homem tinha sido preso. A polícia divulgou que o suspeito é Cole Thomas Allen, de 31 anos, morador da Califórnia.
Trump afirmou que um policial do Serviço Secreto foi atingido por um tiro, mas estava com um colete a prova de balas e passa bem – o presidente disse já ter conversado com o homem.
Fonte: Estadão



