A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros passa a valer nesta quarta-feira (22), ampliando as tensões comerciais entre os dois países. A medida foi anunciada pelo governo norte-americano na última quarta-feira (15) e gerou reações de representantes do setor produtivo, que demonstraram preocupação com os impactos dessa nova tarifa.
Em entrevista ao site, o economista, presidente do Conselho de Turismo da Fecomércio São Paulo e consultor econômico da Fecomércio Bahia, Guilherme Dietze, destacou que a decisão norte-americana possui caráter político e reforçou a importância da estabilidade nas relações comerciais.
Segundo a avaliação, medidas dessa natureza criam incertezas para empresas e investidores, dificultando o planejamento das atividades econômicas. A Fecomércio Bahia informou que a nova tarifa “carece de fundamentos econômicos” e afirmou que a iniciativa aumenta a “insegurança nas relações econômicas”, prejudicando empresas dos dois países.
Impacto na Bahia é menor que o esperado
A entidade ponderou, no entanto, que a Bahia tende a sofrer impactos menores, do que previsto anteriormente, já que os Estados Unidos divulgaram uma lista de produtos isentos da sobretaxa, reduzindo os riscos de parte das atividades exportadoras do estado.
Apesar das exceções, a Fecomércio alertou que alguns segmentos poderão perder a competitividade no mercado internacional, com reflexos sobre a cadeia produtiva, o emprego e a geração de renda. Para o consumidor baiano, contudo, a expectativa é de que os efeitos sejam limitados. A entidade afirmou ainda que mantém a postura de cautela diante do cenário e ressaltou que as isenções não eliminam a instabilidade provocada pela decisão unilateral do governo norte-americano.
Novas taxas?
Apesar de ser possível que novas tarifas sejam impostas, a retaliação – inicialmente pensada pelo Brasil- foi descartada pelo Governo Lula, ainda nesta terça-feira. O Governo acredita que pelo menos 18% será afetado com a medida norte-americana.
O Governo americano chegou a ameaçar o Brasil, caso o país aplicasse a Lei da Reciprocidade, apesar de ter descartado a retaliação, os EUA sinalizam que uma nova rodada de taxa vai acontecer mais uma vez, para 60 países, incluindo o Brasil.
Brasil se torna o 2º país do mundo mais tarifado pelos EUA
Com a nova tarifa de 25% o Brasil se torna o 2º país do mundo mais tarifado pelos EUA. Segundo dados da Global Trade Alert (GTA, o Brasil estava em 13º antes da tarifa e estava atrás de China, Turquia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Áustria, Suécia e Itália.
Motivação
Após uma grande investigação sobre as práticas comerciais no Brasil, o governo norte-americano considerou injusta as ações do Brasil, como o Pix. Anterioemente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já tinha aplicado um tarifaço em muitos países, inclusive o Brasil que foi taxado em 50%, em 2025.
Fonte: bahia.ba



