O Senado do Paraguai aprovou, por unanimidade, nesta sexta-feira (6), o impeachment do presidente Santiago Peña. A decisão ocorre em meio a uma grave crise política e econômica provocada pelo fechamento do banco digital Ueno, que deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas e ao dinheiro depositado na instituição.
Dos 45 integrantes do Senado paraguaio, 44 participaram da votação e todos aprovaram a destituição do presidente. Peña tentou renunciar ao cargo para assumir uma cadeira de senador vitalício, condição que garante imunidade parlamentar.
No entanto, com a aprovação do impeachment, ele perde os benefícios previstos para essa função, conforme as regras constitucionais do Paraguai.
Crise bancária aumenta pressão contra o presidente
A crise começou após o colapso do banco digital Ueno, que deixou quase 3 milhões de clientes afetados. O número representa aproximadamente metade da população paraguaia, estimada em 6,46 milhões de habitantes.
O caso provocou forte pressão popular pela saída de Santiago Peña. O Ministério Público também abriu investigações criminais para apurar as circunstâncias do episódio. As apurações envolvem o presidente, o vice-presidente Pedro Alliana e autoridades do Banco Central do Paraguai.
População comemora decisão em Assunção
A aprovação do impeachment foi comemorada por uma multidão de manifestantes que se reuniu na Plaza de Armas, em frente ao Palácio do Congresso paraguaio, em Assunção. A população celebrou a decisão dos senadores pela destituição de Peña.
Com a saída oficial do presidente, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do país e concluir o mandato, previsto para terminar em agosto de 2028. Mas a posse, no entanto, depende da formalização da saída de Santiago Peña.
Fonte: bahia.ba



