A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, contestou nesta quarta-feira (17) as críticas da oposição sobre o crescimento de 213% na fila da regulação médica no estado. Segundo ela, os números divulgados não constam no relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e representam uma interpretação distorcida do documento.
“Essa informação foi retirada efetivamente de uma análise de um relatório do Tribunal de Contas, de uma auditoria que iniciou em 2019 e em 2024 ele volta para fazer uma avaliação de monitoramento”, disse.
“Mas é importante esclarecer, por isso que eu estou falando da informação verdadeira, de que em momento nenhum no relatório traz esse percentual [213%] que foi citado pela oposição de forma distorcida”, emendou.
“O relatório traz de forma muito clara uma análise da regulação com base na política nacional de regulação e é importante falar de que ela faz uma análise de evolução”, reforçou Roberta.
A secretária destacou que o próprio documento do TCE reconhece avanços estruturais na rede estadual de saúde, incluindo aumento no número de leitos e expansão de unidades hospitalares.
“É reconhecido pelo próprio relatório tribunal um crescimento de mais de 9,4% da rede, mostrando inclusive de regiões que tinham déficit de leitos e que o Estado entregou efetivamente. Expansão de mais de 40% dos leitos de internamento, de PED, de NEO, tudo isso foi colocado”, pontuou.
Questionada sobre o tempo de espera, a Roberta Santana afirmou que houve redução em especialidades de grande volume, como a ortopedia, e criticou o recorte feito pela oposição ao destacar apenas áreas mais críticas.
“O que a oposição não mostra é que houve a redução do maior indicador e da especialidade da regulação que é a ortopedia, por exemplo”, afirmou.
“A ortopedia demonstrada no relatório foram 26 especialidades e o que a oposição pega são as especialidades mais críticas que nós temos como a oncologia e a leucemia, por exemplo, que há um déficit de especialistas em todo o Brasil, não é a realidade só da Bahia”.
“O que me deixa triste é que ao invés de comemorar a oposição, a expansão da rede de leito não reconhece isso e distorce a informação para a população”, concluiu.
Fonte: bahia.ba



