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HomePolíticaRui minimiza chapa "puro-sangue" e exalta experiência como governador

Rui minimiza chapa “puro-sangue” e exalta experiência como governador

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), negou ontem (15) que haja definição sobre uma chapa “puro-sangue” do Partido dos Trabalhadores na Bahia para as eleições de 2026. Segundo ele, a discussão não deve ser feita a partir de rótulos partidários, mas dos nomes colocados à disposição do eleitorado. “Não tem essa de ‘puro-sangue’ ou não, até porque a votação é por pessoa”, afirmou o petista.

As declarações ocorreram após a divulgação de um vídeo publicado pelo senador Jaques Wagner (PT), na última sexta-feira (12), em que ele aparece ao lado de Rui Costa e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o que intensificou as especulações sobre uma possível chapa formada pelo trio.

Na publicação que reacendeu os rumores, o senador Jaques Wagner afirmou: “Esse é o time do trabalho, que corre pela Bahia e pelo Brasil para levar dignidade pra nossa gente”. Caso a composição se confirme, a eleição de 2026 na Bahia poderá ter três ex-governadores na disputa. O ex-prefeito ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, deverá encabeçar a chapa da oposição.

Rui destacou que o histórico dos nomes citados pesa mais do que a composição partidária. “Quando você vota em pessoas não dá para falar em ‘puro-sangue’. Você está falando de nomes que, no caso meu e de Wagner, são ex-governadores, que tem experiência e cumprirão seu dever ao lado do presidente Lula”, disse.

Durante a entrevista coletiva, concedida durante vistoria técnica das obras de macrodrenagem do Canal Mangabeira, em Salvador, Rui Costa também defendeu mudanças no sistema eleitoral brasileiro, sugerindo um modelo em que o voto seja direcionado aos partidos, e não aos candidatos individualmente.

“Eu gostaria que a votação fosse em partido, como é em grande parte dos países da Europa. Você não vota nas pessoas, não existe esse voto, você vota no partido que representa uma política, uma ideologia e as pessoas identificam esse partido com essa política”, afirmou o ex-governador baiano.

Reunião

Na ocasião, o ministro confirmou que voltará a conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre uma eventual candidatura ao Senado em 2026. “A única condição que eu preciso é ter uma conversa com o presidente. Ele está buscando reforçar as candidaturas nos estados, e a minha se enquadra nessa estratégia de reforçar o Congresso Nacional, especialmente o Senado Federal”, declarou.

O ex-governador da Bahia lembrou ainda que a legislação eleitoral exige a saída de cargos no Executivo seis meses antes do pleito e afirmou que esse é o prazo considerado em sua agenda. “Ministro ou secretário de Estado um dia antes dos seis meses da eleição, ou seja, no dia 13 de abril. Essa é minha programação”, disse. 

Fonte: Tribuna da Bahia

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