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HomePolíciaPrefeitos do PCdoB são alvos de operação da PF

Prefeitos do PCdoB são alvos de operação da PF

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, ontem (23), uma operação contra um grupo suspeito de desviar e lavar recursos públicos federais repassados à Prefeitura de Poções, no Sudoeste da Bahia, entre 2021 e 2023. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 12 milhões.

Segundo informações da PF, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Poções, Encruzilhada, Barreiras e Vitória da Conquista. Entre os alvos estão a prefeita de Poções, Dona Nilda (PCdoB), o prefeito de Encruzilhada, Dr. Pedrinho (PCdoB), e o ex-chefe de gabinete da prefeitura de Poções, Otto Wagner de Magalhães, que também já administrou o município. Otto foi preso por posse ilegal de arma.

Marido da atual prefeita, Otto Wagner foi condenado em agosto deste ano por improbidade administrativa. A decisão judicial determinou o ressarcimento de R$ 2,8 milhões ao município, o pagamento de multa no mesmo valor, a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público por oito anos.

A condenação está relacionada à autorização irregular de pagamentos durante seu mandato, conforme o Ministério Público da Bahia (MP-BA). De acordo com o órgão, ao menos 196 repasses indevidos, sob a rubrica “adicional informado”, foram realizados sem aprovação da Câmara Municipal e em desacordo com a lei.

Irregularidades

As investigações de ontem apontam irregularidades em contratos de terceirização de mão de obra financiados com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Ainda segundo informações da Polícia Federal, foram identificadas ausência de estudos técnicos, pesquisa de preços inadequada, aumento indevido de valores contratuais e prestação fictícia de serviços.

Ainda conforme a polícia, o esquema era mantido por uma estrutura criminosa com atuação em diferentes municípios baianos. O grupo utilizava empresas de fachada, familiares como intermediários financeiros, movimentações bancárias atípicas e ocultação patrimonial para viabilizar os desvios e a lavagem de dinheiro.

Os investigados podem responder por organização criminosa, peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e crimes contra a legislação trabalhista.

Fonte: Tribuna da Bahia

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