Entre as 1.263 câmeras corporais disponíveis para uso das polícias Militar e Civil da Bahia, apenas 95 estavam sendo efetivamente utilizadas no momento das vistorias pelo MPBA (Ministério Público da Bahia), de acordo com levantamento divulgado nesta quarta-feira (8).
Os dados mostram que apenas 7,5% dos equipamentos estavam em uso.
A fiscalização do órgão inspecionou 15 unidades policiais contempladas com os dispositivos. A análise também incluiu a fiscalização de regras de compartilhamento que dificultam a utilização das imagens pelo Sistema de Justiça, segundo o órgão.
O MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) recomendou à SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública da Bahia) e aos comandos das polícias Civil e Militar medidas que aprimorem a política de uso das CCOs (Câmeras Corporais Operacionais) pelas forças de segurança pública do estado.
A recomendação pede que a distribuição das câmeras considere quais são os batalhões ou delegacias com os maiores índices de letalidade policial dos últimos 12 meses.
Em números absolutos, a Bahia teve o maior número mortes por intervenção policial no ano passado, de acordo com dados do MJSP.
Diligências e visitas técnicas realizadas nos últimos dois meses em unidades da Polícia Militar, Polícia Civil e do DPT (Departamento de Polícia Técnica), constataram subutilização dos equipamentos e ausência de controle sobre a forma de uso das câmeras, de acordo com o MPBA.
Fonte: CNN Brasil



