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Parceria institucional garante novos investimentos em educação, saúde, infraestrutura e segurança em Feira de Santana

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o governador em exercício da Bahia, Geraldo Júnior, cumpriram agenda oficial no município nesta segunda-feira (23), com visitas técnicas e assinatura de ordens de serviço para obras estruturantes nas áreas de educação, saúde, infraestrutura urbana e segurança pública.

A programação foi iniciada às 8h30, com visita à Creche Pró-Infância, no bairro Asa Branca. O equipamento integra os investimentos voltados à ampliação da rede municipal de educação infantil, garantindo novas vagas e melhor estrutura para atendimento às crianças da comunidade.

Na sequência, a comitiva esteve na Oficina Ortopédica, localizada no Parque Chauá, no bairro Papagaio. A unidade amplia o atendimento especializado a pessoas que necessitam de órteses, próteses e dispositivos de reabilitação, fortalecendo o acesso a serviços essenciais de saúde.

Ainda no Parque Chauá, prefeito, ministro e governador em exercício visitaram a Unidade Básica de Saúde (UBS), reforçando o compromisso com o fortalecimento da atenção primária, ampliando o acesso a consultas, acompanhamento médico e serviços preventivos.

O ponto alto da agenda foi a assinatura da ordem de serviço para construção do Centro Comunitário pela Vida (Convive), que será implantado na Rua Eurápolis, s/n, no bairro Alto do Papagaio, além da autorização para outras obras estruturantes na região.

José Ronaldo – Foto: Jornal da Hora BA

Durante o ato, o prefeito José Ronaldo destacou que se trata de um conjunto de intervenções integradas. “Isso aqui são três obras em uma. Para construir o Convive é fundamental realizar a drenagem das águas pluviais. Quando chove, a água acumula atrás dos muros e escoa por dentro do terreno. Sem resolver esse problema, seria impossível executar o projeto. Essas águas escoam pela Lagoa Chico Maia”, explicou.

Segundo ele, as intervenções incluem a implantação do sistema de escoamento de águas pluviais, a urbanização da Lagoa do Chico Maia e a construção do próprio Convive. “O projeto Convive é um convênio com o Ministério da Justiça. São cerca de R$ 12 milhões do Governo Federal e mais R$ 6,5 milhões da Prefeitura para a drenagem e urbanização da lagoa. Estamos saindo na frente. Na Bahia, além de Feira, Salvador e Juazeiro também devem receber o projeto. No Brasil, havia algo semelhante em Recife e Belém do Pará”, afirmou.

O prefeito acredita que a obra, com prazo estimado de até 18 meses, terá grande impacto para bairros como Papagaio, Mangabeira, Conceição, Parque Ipê e João Paulo II. “Será algo extremamente inovador e grandioso para essa região de Feira de Santana. Vamos dar a essa região de Feira de Santana uma obra e um trabalho grandioso”.

Foco na gestão e posição política

Questionado pelo site Jornal da Hora BA sobre seu posicionamento político para as eleições de outibro, José Ronaldo reafirmou que está concentrado na administração municipal. “Estou 100% focado na gestão pública. Fiz o compromisso de trabalhar em parceria com o Governo Federal e com o Governo do Estado e estou cumprindo minha palavra. Essa questão política será resolvida no momento certo e na hora que eu entender que eu devo falar a respeito do assunto”, declarou.

Ainda perguntado pelo site, Ronaldo negou ter encomendado pesquisa para definir eventual apoio político e reforçou sua trajetória. “Li em comentários da imprensa que eu tinha encomendado pesquisa para saber que rumo eu tomava. Não encomendei essa pesquisa. Eu sei o que eu quero. Tenho personalidade e caráter suficientes para isso. O povo de Feira de Santana me conhece, tenho 56 anos de vida pública, de servidor público e seguirei minha história”.

Sobre a possibilidade de deixar a prefeitura para disputar cargo em nível estadual, respondendo as especulações de que poderia receber convites para ser candidato a vice-governador, Ronaldo foi categórico. “Eu já falei muito sobre isso e disse que seria prefeito de Feira durante quatro anos”.

Micareta, São João e limite de cachês

Durante a entrevista, o prefeito também comentou sobre a organização da Micareta e as discussões nas redes sociais sobre atrações, citando o nome do cantor Pedro Sampaio como sugestão popular. José Ronaldo afirmou que pretende anunciar parte da grade nos próximos 15 dias. “Dyggs fez o comentário de que seria bom Pedro Sampaio na Micareta. Agradeci a ele pelo gesto de abordar a Micareta”.

Ele revelou que tentou abrir a festa com Bell Marques, mas o valor do cachê inviabilizou a contratação. “Há um acordo entre as prefeituras da Bahia e o Ministério Público para que não se pague acima de R$ 700 mil por atração na Bahia em festas. Acho isso importante para manter o equilíbrio das contas públicas”, pontuou.

“Time que está ganhando não se mexe”

Jaques Wagner – Foto: Jornal da Hora BA

O senador Jaques Wagner também comentou o cenário político estadual. Segundo ele, a chapa ao Senado já está definida com sua candidatura à reeleição e a de Rui Costa. Ele ressaltou que essa decisão veio na medida em que o senador Angelo Coronel foi para o lado da oposição para disputar a eleição, o que fez o problema deixar de existir.

“O Senado está batido o martelo. Eu sou candidato à reeleição e Rui também. Sobre a chapa para governador, na minha opinião, não a decisão do grupo, time que está ganhando não se mexe. Defenderia a repetição da chapa com Jerônimo e Geraldo”, afirmou, acrescentando que a decisão final será tomada após reunião do conselho político do grupo.

Questionado sobre se houve ingratidão por parte de Coronel, Wagner afirmou que fez todo o esforço possível para manter o grupo unido, como aprendeu com o presidente Lula, que o ensinou que se cresce na política juntando, não espalhando. “Cheguei a fazer a proposta de ele ficar com o mandato por quatro anos e eu por mais quatro. Proposta tranquila que ele não concordou e insistiu que teria que ser ele o candidato e logo após houve um problema político entre ele e Otto Alencar quando ele tentou levar o PSD para ficar fora da nossa coligação. Acabou abrindo uma ruptura e ele saiu do PSD acompanhado dos dois filhos”.

Wagner falou ainda sobre o prefeito de Feira de Santana. Afirmou que não pretende pressionar José Ronaldo. “Ele é um político maduro, prefeito da segunda maior cidade do estado. Não cabe pressão. Mantemos uma relação institucional com ele muito positiva. O tempo é dele. Se me perguntar que eu gostaria que ele viesse, sim, eu gostaria. E, se vier, será bem recebido”

Sobre questionamentos envolvendo a venda da Cesta do Povo, banco Master e investigações posteriores, o senador afirmou que a decisão de privatização foi técnica e que eventuais irregularidades posteriores não têm relação com o governo estadual à época. “A Cesta dava um prejuízo de R$ 60 a R$ 80 milhões por ano. Por isso já tínhamos essa pretensão. Não tem sentido ter uma rede estatal de supermercado que não se sustenta”.

Wagner lembra ainda que, quando a privatização foi feita, não existia Banco Master. “O Augusto Lima sim e ele estava capitaneando o grupo que se ofereceu para comprar. Fizemos dois leilões na Bolsa de São Paulo que deu vazio, porque era um ‘pepino’ até que surgiu esse grupo que arrematou com o compromisso de manter ao menos 50 lojas abertas para não desempregar as pessoas e a manutenção do Cartão Cesta. O que aconteceu depois é problema deles. Fizemos aquilo que era bom para a Bahia”.

Rui Costa

Rui Costa – Foto: Jornal da Hora BA

O ministro Rui Costa ressaltou que as ações fazem parte da estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios. “O presidente Lula estende a mão aos governadores e prefeitos, independentemente de partido. O objetivo é cuidar das pessoas. O Convive estimula a convivência entre os jovens, as pessoas da comunidade, o esporte, a cultura, oferecendo alternativas a eles e ajudando no enfrentamento à violência”, disse.

Rui também destacou obras como o contorno viário de Feira de Santana, a duplicação da BR-101 até a divisa de Sergipe e os estudos para duplicação da BR-116 Sul e da BR-324, ressaltando que o novo modelo de concessão federal busca reduzir tarifas e evitar cobrança elevada de pedágio.

“O Brasil está mais maduro nos leilões de rodovia e o presidente mudou os padrões. Até então se fazia leilão de rodovia e cobrava um pagamento da empresa que vencia muito alto, o que não resolve problema de caixa e as empresas ainda repassa no preço para as pessoas. Não estamos cobrando outorga alta de nenhuma estrada do Brasil para que o dinheiro fique para o investimento nela mesma e a tarifa fique mais baixa”.

Rui lembra ainda que a Via Bahia está proibida de participar de novos leilões e outras empresas concorrerão ao maior leilão que vai acontecer esse ano. “Estamos divulgando o máximo possível não apenas para as empresas do Brasil, mas também de fora para ter uma concorrência fortes e organizações grandes disputando para reduzir o preço e contribuir para a rapidez dos investimentos”.

Sobre a investigação da compra de respiradores na pandemia, afirmou que ele determinou apuração rigorosa enquanto governador e aguarda a conclusão do processo. “Estou aguardando ansioso a resolução disso. Todas as pessoas envolvidas foram presas e tinham mais prisões para serem feitas. A justiça entendeu por soltar todas elas e infelizmente até hoje isso não se resolveu. Os responsáveis por roubarem o estado precisam responder pelos seus crimes”.

Rui disse ainda que não acha elegante se comentar sobre as posições políticas de ninguém, por isso não o faz. “Quem tem que falar é a própria pessoa. A nós cabe fazermos o que entendemos como correto e entendemos que, para cuidar do povo brasileiro, não podemos discriminar prefeito nem governador. Por isso tenho orgulho de coordenador o PAC que hoje tem ações em todos os estados brasileiros, sem exceção, e em todos os municípios brasileiros, quem votou e quem não votou em Lula, que pretende votar e quem não pretende votar”.

Governador em exercício Geraldo Júnior

O governador em exercício Geraldo Júnior enfatizou que o Convive integra a política estadual de prevenção à violência, alinhada ao programa Bahia pela Paz. “Serão três cidades com esse equipamento: Salvador, Feira de Santana e Juazeiro. Aqui em Feira, o investimento ultrapassa R$ 18 milhões. É um exemplo de cidadania, acolhimento e fortalecimento das comunidades. A escolha da comunidade da Mangabeira se deu porque ela é carente. São obras analisadas pelas prefeituras municipais, pelas suas assessorias e passam pelo governador que semanalmente está em Brasília ao lado do presidente Lula nessa luta incansável de transformar a vida das pessoas com políticas públicas”, afirmou.

Ele destacou ainda que as políticas públicas só avançam com a união entre Governo Federal, Governo do Estado e prefeituras, independentemente de ideologia partidária.

Em relação as discussões sobre a chapa majoritária e a recondução do seu nome para concorrer ao cargo de vice-governador, Geraldo disse que seu partido nunca duvidou deste grupo político. “Um grupo político que estende a mão, que não tem decisões de ordem pessoal. As decisões são sempre coletiva e em favor da nossa sociedade. O governador vai voltar para passar as diretrizes da campanha, do nosso grupo político e continuar governando a Bahia com suas ações de governo”.

Questionado sobre o prefeito de Feira, o governador em exercício ressaltou que ele é um nome da política baiana e as tratativas serão feitas por Jerônimo. “Digo sempre que nosso grupo tem grandes nomes políticos e grandes líderes, mas temos uma liderança maior que é Jerônimo que quando chegar da viagem reunirá o conselho político com os partidos para a definição das próximas decisões para a campanha de 2026”, finaliza.

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