Sete em cada dez homens baianos com 15 anos ou mais são pais, o equivalente a 3,771 milhões de pessoas, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em alusão ao Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9). O levantamento mostra que a taxa de paternidade no estado, de 67,1%, é superior à média nacional, de 64,6%, e ocupa a terceira posição entre as unidades da federação.
As informações reúnem dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do Censo Demográfico e das Estatísticas do Registro Civil para traçar o perfil dos pais brasileiros e sua participação na estrutura familiar. Na Bahia, os homens que já eram pais em 2019 tinham, em média, 2,1 filhos, índice superior ao registrado no Brasil, de 1,7 filho, e também acima da taxa de fecundidade estimada no estado, de 1,6 filho por mulher entre 15 e 49 anos.
O levantamento também aponta que os homens baianos tiveram o primeiro filho, em média, aos 25,4 anos de idade, resultado próximo ao observado no país, de 25,8 anos. Entre os estados, a Bahia apresenta a oitava maior média de idade para a chegada do primeiro filho, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019.
IBGE
Além de dimensionar o número de pais, o IBGE identificou como eles estão inseridos nas famílias. Em 2022, 47,3% das famílias baianas eram formadas por pais que viviam no mesmo núcleo familiar que seus filhos, o equivalente a 1,905 milhão de homens, enquanto 114.168 eram pais solo, vivendo apenas com os filhos ou com outros parentes, sem a presença de cônjuge.
Os dados também mostram mudanças na configuração das famílias após a separação dos casais. Em 2024, a guarda compartilhada foi adotada em 43,3% dos 11.994 divórcios envolvendo filhos menores de idade registrados na Bahia, totalizando 5.194 casos, no quarto ano consecutivo de crescimento dessa modalidade no estado.
Para o arquiteto Artur Machado, pai de um menino de seis anos, a experiência da paternidade modificou sua forma de enxergar a vida desde o nascimento do filho. “Nunca estamos preparados, mas a paternidade nos transforma a ponto de fazer surgir uma força que nem sabíamos que tínhamos”, afirmou.
A rotina também mudou para o enfermeiro Willian Castro após o divórcio, ocorrido há cerca de um ano, quando optou pela guarda compartilhada dos filhos. “No início, foi bem complicado ficar longe por alguns dias, mas as crianças já estão acostumadas e aproveitamos bastante cada dia juntos”, revelou.
Fonte: Tribuna da Bahia



