O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a manifestar apoio à pré-candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia nas eleições de 2026. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou enxergar um cenário favorável para o avanço da oposição no estado e avaliou que a Bahia passa por um processo de enfraquecimento da hegemonia do Partido dos Trabalhadores (PT).
Ao comentar a disputa pelo Palácio de Ondina, Eduardo disse acreditar que ACM Neto reúne condições de vencer o pleito e defendeu o fortalecimento das forças conservadoras no Legislativo baiano.
“Eu vejo que cada vez mais a Bahia vai sendo despetizada. Eu vejo com bons olhos a candidatura do Neto a governador. Eu acho que a gente tem algumas chances também de eleger uma bancada maior para deputado federal aí na Bahia, para deputado estadual, e isso daí vai quebrando essa hegemonia toda da esquerda na Bahia”, afirmou.
Além da corrida pelo governo estadual, Eduardo Bolsonaro destacou que a formação de bancadas mais numerosas na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados faz parte da estratégia da oposição. Segundo ele, ampliar a representação de parlamentares alinhados ao campo conservador será determinante para reduzir a influência da esquerda na política baiana.
Na última segunda-feira, Eduardo afirmou, em publicação no X, que “não haverá eleição em 2030”, caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não seja eleito presidente da República na disputa prevista para 2026 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na mesma publicação, Eduardo criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após o senador fazer a leitura de uma carta atribuída ao pai durante uma transmissão ao vivo em suas redes sociais.
“Não haverá eleição em 2030, exceto se elegermos Flávio Bolsonaro. É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando mais quatro juízes no STF. Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a 4 anos, com controle total do STF+TSE?”, escreveu Eduardo.
Fonte: Tribuna da Bahia



