O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), parece ter mudado o tom com relação à possibilidade de apoiar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
O membro do União foi um dos principais articuladores para a derrubada da primeira indicação de Messias à Corte, em abril deste ano — ele obteve 42 votos contrários e 34 favoráveis na votação decisiva no Plenário do Senado.
Na semana passada, o chefe da Casa Alta e o presidente Lula (PT) tiveram uma reunião tensa na casa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, mas que serviu para derrubar os muros na relação que havia entre os dois.
Em um desses movimentos de reaproximação do petista, Alcolumbre já não apresenta a mesma resistência que demonstrava há poucas semanas.
Mudança de pensamento
Aliados do parlamentar avaliam que o presidente do Senado já dá sinais de que pode apoiar uma nova indicação de Messias.
No entanto, de acordo com a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, esse “casamento” vai depender dos rumos que a relação com Lula tomar a partir de agora.
Neutralidade nas eleições contribuiu
Antes desse encontro, o presidente do Senado participou de articulações para que a federação União Progressista — União Brasil e PP — mantivesse a neutralidade e não se aliasse a Flávio Bolsonaro.
Jantar entre Lula, Alcolumbre e Moraes sela freio ao fim da escala 6×1
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 deve ficar fora da pauta do Congresso até o fim das eleições de outubro.
Esse foi o entendimento predominante durante um jantar realizado na noite de terça-feira, 4, que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Fonte: A Tarde



