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Opinião: Em limites para entregas, governo Jerônimo se apressa em projetos cruciais para a Bahia

A última semana foi marcada por uma série de entregas e inaugurações para quem é candidato no próximo mês de outubro. Foi o limite estabelecido no calendário eleitoral para tentar coibir o uso da máquina como plataforma eleitoral. O resultado, na Bahia, gerou uma sucessão de atos que, claramente, foram antecipados para ajustar à limitação jurídica. E a oposição tentou tensionar alguns episódios. 

O “improviso” mais visível, sem sombra de dúvidas, à estaca da ponte Salvador x Itaparica. Em um canteiro de obras ainda por terminar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pousou para fotos com aliados baianos. O que era pra ser apenas festa, virou plataforma para os adversários, diante das declarações prévias do entorno do governador Jerônimo Rodrigues. A “estaca” que seria da ponte, até pouco meses seria da plataforma que seria utilizada para a construção do equipamento. Agora, com a pressão eleitoral, virou marco simbólico da ponte em si. 

O bate-cabeças ficou evidente pelas reações às críticas da oposição. E olha que não ficou os ataques não ficaram restritas a ACM Neto (União) e o entorno direto. Mesmo o pré-candidato Romeu Zema (Novo) tentou surfar nas promessas extensas de que a ponte vai sair do papel. A resposta foi o raso discurso de que “a oposição torce contra a ponte e contra a Bahia”. Se Jerônimo segue sem virulência, o ex-ministro Rui Costa passou do tom para o contra-ataque. A troca de farpas entre Rui e ACM Neto no Dois de Julho foi uma dosagem do que esperar do período eleitoral em si. 

Mesmo a reinauguração do Teatro Castro Alves (TCA), que tinha tudo para ser um marco para o investimento em cultura e era prevista há bastante tempo, também teve seus percalços. A presença de Lula, cujo cerimonial é bem mais restritivo, acabou gerando desconfortos, que ficarão sob as coxias, por medo de retaliações. O setor cultural, que sempre se manteve às turras com o secretário Bruno Monteiro, teceu críticas veladas a pressa para entregar o TCA, com alguns detalhes a serem concluídos. Com a pauta aberta, é preciso ver quando fomentadores culturais não estatais vão conseguir estar na Sala Principal. 

Agora, com restrições do “defeso eleitoral”, será o momento de observar se a percepção do eleitor sobre as realizações do governo realmente funcionou. A julgar pela forma ligeiramente atabalhoada que lidaram com as inaugurações recentes, pode ser que o governo tenha mais trabalho do que seria esperado.

Fonte: Bahia Notícias

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