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Ex-procurador do estado nega que filho esteja envolvido em operação contra pedofilia: “Profunda surpresa”

O advogado e procurador do estado aposentado Nei Viana Costa Pinto, dono do imóvel que foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (12), se pronunciou sobre o caso e negou qualquer envolvimento em um esquema que envolve pedofilia e aliciamento de menores.

O advogado e procurador do estado aposentado Nei Viana Costa Pinto, dono do imóvel que foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (12), se pronunciou sobre o caso e negou qualquer envolvimento em um esquema que envolve pedofilia e aliciamento de menores.

“Assim que tomamos conhecimento da diligência, mantivemos contato telefônico direto com o Delegado responsável, oportunidade em que esclarecemos os fatos, franqueamos integralmente o acesso ao apartamento e nos colocamos à inteira disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários”, declarou o advogado, que esclareceu que nada foi apreendido ou levado do imóvel.

“Recebemos toda essa situação com profunda surpresa e já estamos adotando todas as providências legais cabíveis para o devido esclarecimento dos fatos. Confiamos plenamente no adequado esclarecimento da situação pelas autoridades competentes e reiteramos nosso respeito às instituições e ao devido processo legal”, apontou. 

Operação prende duas pessoas

De acordo com um balanço da Polícia Civil, um dos alvos, um homem de 47 anos, foi preso em seu local de trabalho, em Lauro de Freitas. As investigações revelaram que o suspeito gerenciava 15 perfis falsos em redes sociais. O homem se passava por criança para ganhar a confiança de menores que, em seguida, enviavam vídeos íntimos. Com o suspeito, foram apreendidos 2.740 arquivos digitais. Ele vai responder por armazenamento, produção de pornografia infantil e estupro de vulnerável por meio digital. Ao todo, quatro vítimas teriam sido identificadas. 

A segunda prisão do dia foi efetuada no bairro do Garcia, na capital. Um homem de 31 anos foi preso por estupro de vulnerável contra uma criança de 11 anos. Segundo as investigações, o crime foi cometido após o suspeito atrair a vítima por meio de um aplicativo de mensagens, onde marcou um encontro e praticou o crime.

Os mandados de busca e apreensão foram realizados nos bairros da Vitória, Pau Miúdo, Paripe, Boca do Rio e Mata Escura, além de Serrinha. Foram apreendidos cinco notebooks, um console de videogame e 13 celulares.

A ação mobilizou mais de 100 policiais civis e foi coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DERCCA) e do Núcleo Especializado em Repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes no Ambiente Virtual (NERCCA).

A operação contou com o apoio operacional do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM/Serrinha) e dos departamentos de Inteligência Policial (DIP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), Especializado de Investigações Criminais (DEIC), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Polícia Metropolitana (DEPOM) e Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC).

Balanço parcial

Iniciada em 4 de maio, a Operação Caminhos Seguros já contabiliza 13 presos e 36 mandados de busca e apreensão cumpridos no estado. Todo o material coletado passará por perícia técnica. A iniciativa faz parte de uma mobilização coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), com a participação integrada das polícias Civil, Militar e Federal.

Leia a nota de Nei Viana Costa Pinto na íntegra: 

“NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em razão de informações que passaram a circular, esclarecemos que nossa família encontra-se atualmente fora do país, em viagem de férias pela Europa, ocasião em que fomos surpreendidos com o comparecimento da Polícia Civil ao nosso prédio residencial, munida de mandado judicial de busca e apreensão de dados telemáticos vinculados ao nosso filho.

Segundo fomos informados, a medida estaria relacionada à apuração de suposto aliciamento de menor. Contudo, a pessoa apontada como suposta vítima é maior de idade, mantém relacionamento afetivo com nosso filho e, inclusive, encontra-se viajando com nossa família pela Europa neste momento.

Assim que tomamos conhecimento da diligência, mantivemos contato telefônico direto com o Delegado responsável, oportunidade em que esclarecemos os fatos, franqueamos integralmente o acesso ao apartamento e nos colocamos à inteira disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários.

Importa registrar que absolutamente nada foi apreendido ou levado do imóvel.

Recebemos toda essa situação com profunda surpresa e já estamos adotando todas as providências legais cabíveis para o devido esclarecimento dos fatos.

Confiamos plenamente no adequado esclarecimento da situação pelas autoridades competentes e reiteramos nosso respeito às instituições e ao devido processo legal.”

Fonte: BNews

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