O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, em entrevista à rádio Baiana FM, que caberá a ele a definição da chapa majoritária para as eleições deste ano. A declaração foi feita ao ser questionado sobre o espaço que será destinado ao senador Angelo Coronel (PSD) diante da possibilidade de uma chapa puro-sangue, formada por Jaques Wagner e Rui Costa.
“Eu quero uma chapa forte, [quem vai escalar] sou eu. Eu quero uma chapa forte. Coronel e Wagner têm toda a credibilidade para se colocar em uma reeleição. Não está errado de forma nenhuma. Não é a vez de Otto agora. Mas o Rui também tem credibilidade para dizer: ‘Olha só, eu estou disposto a oferecer meu nome para ir’. Qual é o problema?”, perguntou o governador.
Jerônimo também destacou a trajetória política do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao defender seu nome como opção viável. “Foi governador, foi deputado, foi vereador. Está sendo um excelente ministro de confiança de Lula. Não entregou o cargo antes, porque, se ele tivesse largado o cargo antes, possivelmente estaria na disputa ali com o Otto. Eu tenho três nomes. Qual é a dor de cabeça? A dor de cabeça é a gente poder resolver sem desunir o grupo e sem enfraquecer a chapa”, afirmou.
Segundo o governador, a definição da chapa deve ocorrer até o mês de março. “Depois do Carnaval nós temos que ver isso, porque senão também cria desgaste. Nós temos que resolver na política”, declarou. Ele contou ainda que os partidos da base aliada atuarão pela unidade do grupo. “O que eu quero e que eu vou trabalhar é para ter uma chapa competitiva e uma chapa da união. O senador Otto é um cara da união”, disse.
Durante a entrevista, Jerônimo voltou a comentar o andamento do projeto da ponte Salvador-Itaparica. Questionado se alguma etapa da obra já havia sido iniciada no local, o governador respondeu: “Está em fase de mobilização”. O empreendimento, anunciado pela primeira vez em 2009, no governo Jaques Wagner, vem sendo reiterado desde então nas gestões seguintes.
A segurança pública foi outro assunto discutido na rádio. O governador afirmou que o enfrentamento ao crime organizado é uma de suas prioridades à frente do Executivo estadual. “Eu durmo e acordo pensando nisso, porque eu sou pai. Como eu sou professor, eu sei o que significa a disputa entre uma escola, uma família, a igreja e o crime organizado. O [secretário da Segurança Pública] Marcelo Werner virou o ano, em 31 de dezembro, e, no dia seguinte, ele me manda um relatório que eu pedi. Nós reduzimos esse ano. São quatro anos consecutivos com a redução de mortes violentas na Bahia. Quatro anos consecutivos”, completou.
Fonte: Tribuna da Bahia




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