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Caso Master: Saiba detalhes sobre a acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB

A Polícia Federal (PF) realizou nesta quarta-feira (30) uma acareação entre o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O procedimento teve como objetivo esclarecer divergências nas versões apresentadas por ambos durante os depoimentos que estavam sendo conduzidos no inquérito.

A decisão pela acareação foi tomada pela delegada Janaína Palazzo, responsável pelo caso. O procedimento foi realizado após os depoimentos de Vorcaro e Costa não coincidirem em pontos-chave da investigação. A delegada foi acompanhada por um juiz auxiliar do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e por um membro do Ministério Público. As informações foram divulgadas pelo portal UOL.

O confronto de versões durou cerca de 40 minutos e aconteceu no final do dia, por volta das 21h40. Inicialmente, o diretor do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, também seria chamado para participar da acareação. Contudo, a PF decidiu dispensá-lo, já que o diretor não é investigado diretamente no caso e o objetivo da acareação era confrontar as declarações de Vorcaro e Costa.

O depoimento de Vorcaro foi o primeiro a ser coletado, tendo começado por volta das 14h após sua chegada ao prédio do STF, às 11h30. A oitiva de Costa, ex-presidente do BRB, aconteceu em seguida. Por fim, o depoimento do diretor do BC, que foi ouvido em separado, fechou a sequência de interrogatórios.

Esse procedimento aconteceu após um recuo do ministro Dias Toffoli. Em decisão anterior, Toffoli havia autorizado uma acareação entre os dois, com a participação de Ailton de Aquino Santos, mas, no dia seguinte, atendeu a um pedido da PF e decidiu que os depoimentos de Vorcaro e Costa seriam coletados individualmente. A delegada Janaína Palazzo, então, teve a liberdade de decidir se a acareação seria necessária.

As investigações da Polícia Federal envolvem a acusação de que o Banco Master, sob o comando de Vorcaro, teria utilizado uma empresa de fachada para criar créditos fictícios. Através dessa prática, a instituição bancária teria recebido cerca de R$ 12,2 bilhões do BRB, a partir de ativos inexistentes. Além disso, o Master teria utilizado os canais do BRB para distribuir produtos de forma irregular.

Vorcaro foi preso em novembro de 2023, mas teve sua liberdade concedida dias depois, por decisão judicial. A prisão ocorreu quando o empresário estava prestes a embarcar para os Emirados Árabes Unidos, no Aeroporto de Guarulhos (SP). A Justiça determinou sua soltura com a imposição de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

As investigações continuam, e novos desdobramentos podem surgir a qualquer momento.

Fonte: BNews

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