O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), após a federação formada pelo União Brasil e o PP anunciar a saída da base de apoio do governo Lula. O movimento, divulgado em nota assinada por Antonio Rueda e Ciro Nogueira, também deu aval para que os integrantes das duas siglas apoiem a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Agora entendi que o ex-prefeito tem lado. Ele acha que graças a Deus ele mudou. Ele agora está defendendo o Bolsonaro. Agora ele se posicionou realmente de lado. Agora sim, o ex-prefeito de Salvador saiu do armário. Ele realmente defende o que nós vimos de mais ridículo na política”, disse Jerônimo.
A nota da federação União Brasil-PP destacou que a saída da base do governo Lula é um “gesto de clareza e de coerência”. O comunicado também advertiu que dirigentes estaduais que descumprirem a orientação poderão sofrer punições disciplinares previstas no estatuto.
“Em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes dessa federação em seus estados, haverá o afastamento em ato contínuo. Se a permanência persistir, serão adotadas punições disciplinares previstas no estatuto”, informou.
O governador também voltou a condenar os atos de 8 de janeiro de 2023. “Imaginem, gente, se cada prefeito nos 417 municípios que perdesse as eleições resolvesse quebrar a Câmara de Vereadores, a prefeitura ou o fórum municipal. Foi isso que aconteceu no dia 8. E alguém vai dizer que isso está correto? Não tenho explicação. Então, eu vou aguardar o que acontecer lá”, declarou, em referência ao julgamento do ex-presidente e de seus aliados no Supremo Tribunal Federal.
Resposta
O petista reforçou que o país precisa dar uma resposta firme a episódios como o do ataque às sedes dos Três Poderes. “Puseram em xeque eleições transparentes. Quando eles ganharam, ninguém quebrou nada. Mas, quando perderam, resolveram quebrar. Alguém tem que dar um freio nisso, e é para isso que existe a Justiça. Nós, do Executivo, somos para executar, o Legislativo para fazer as leis e o orçamento, e o Judiciário para julgar. Que julgue. Eu estou acompanhando e torcendo para que a democracia seja protegida”, concluiu.
Jerônimo afirmou que acompanha de perto o processo e espera que o tribunal cumpra seu papel. “Minha torcida é para que a justiça seja feita em nome da democracia. Se não for condenado, vai concorrer à eleição, toca a vida. Ninguém está com medo disso, não. Ninguém está torcendo para garantir uma prisão ou alguma retirada política. É porque o que eles fizeram foi de uma responsabilidade muito grande. Machucaram bastante a nossa crença no TRE, no TSE”, acrescentou.
Fonte: Tribuna da Bahia



