O governador Jerônimo Rodrigues esteve na manhã desta quarta-feira (28) em Feira de Santana para a entrega, em ato simbólico, cozinhas comunitárias e solidárias e anuncia a construção de novas unidades em Feira de Santana, durante a realização do 3º Seminário Estadual do Bahia Sem Fome, no Centro de Convenções do município. Ele também autoriza a compra de equipamentos para cozinhas e creches comunitárias, e de cestas alimentares por meio do Programa Bahia Sem Fome e fez o lançamento de um novo edital do programa Comida no Prato, que prevê apoio a 110 cozinhas comunitárias e solidárias em 20 municípios baianos.
“São R$ 151 milhões para garantirmos editais para que essas cozinhas comunitárias funcionem, equipamentos para que as creches comunitárias tenham condições de atender e recursos para capacitar as pessoas que estão nesses locais no dia a dia. Queremos ainda que a sociedade se envolva nessa luta. Já reduzimos pela metade em dois anos e meia as pessoas em vulnerabilidade que estão passando fome”.
O objetivo é fazer uma política pública de estado, independente de governo, de enfretamento a fome. “Lula puxou o Brasil Sem Fome e nós acompanhamos. Estamos cada vez mais comprometidos com esse tema e vamos celebrar nossas conquistas. Conseguimos superar um pouco mais da metade das pessoas em insegurança alimentar no estado”.
Clécia Vasconcelos
Um grupo de mulheres compareceu a Câmara de Feira de Santana, para fazer um ato público pedindo a permanência da delegada Clécia Vasconcelos à frente da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) O movimento, organizado pela advogada Carla Pacheco, juntamente com outros integrantes da advocacia, reuniu também profissionais e mulheres de diversas outras áreas da sociedade.
Questionado sobre o assunto, o governador Jerônimo disse que não se pode criar limo e que é preciso renovar para não se criar vícios, assim como ele fez com a cúpula da Segurança Pública a pouco tempo. “É preciso oxigenar. Nessa área não tem como, três, quatro anos é o suficiente. Ela já foi removida para outra área e espero que ela possa dar suor e inteligência da Segurança Pública”, explicou.
Ataques a Marina Silva
O governador falou ainda sobre os ataques de senadores a ministra Marina Silva que participava de uma sessão em uma comissão. Jerônimo se solidarizou com a ministra e ressaltou a sua história de vida e suas lutas. Para Jerônimo, eles foram deselegantes, grosseiros e a ministra enfrentou esse momento em que foi tratada com brutalidade.
“Ela tem um estilo próprio de defender as coisas e estava em um debate e em um ambiente de debate, mas algumas pessoas ainda insistem em ainda se utilizar da violência. É doloroso. Não podemos concorda com a forma como uma mulher negra, que fala com tranquilidade, mas que precisou se impor. Ela é ministra e tem que ser respeitada. Espero que eles possam se comportar de forma melhor”.
Anac
O feirense Antônio Mathias Nogueira Moreira foi indicado pelo presidente Lula para ocupar o cargo de diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Jerônimo disse que é bom porque terá um governo que o atende. “Fui ontem a seis Ministérios e volto amanhã de novo a Brasília para encontrar com o presidente Lula. Ter um nomeado na Anac é sempre fundamental para nós”.
Chapa puro sangue
Rui Costa e Jaques Wagner confirmaram candidatura ao Senado Federal, formando o chapa puro sangue. Angelo Coronel disse que não desistiria da sua reeleição. Jerônimo disse que o jogo está sendo jogado com as peças sendo mexidas no tablado. “O meu lugar de governador nesse grupo é garantir a nossa unidade. Todos podem falar, mas enquanto governador vou construir a unidade e uma chapa competitiva e que não soltemos a mão. Até agora ninguém maltratou ninguém e não haverá. O que está acontecendo é da política e vamos discutir isso”.
Bahia Sem Fome
Secretário de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia, Osni Cardoso, falou sobre a importância do evento de hoje. Segundo ele, essa é uma estratégia que deu certo e tirou mais de um milhão de pessoas da forma no estado. “Estratégia que não apenas produz como entrega alimentos, principalmente nos grandes centros, onde medimos mais presença de fome do que nas cidades menores”.
O objetivo do governador era pegar a experiencia de padres, pastores que já trabalham com segurança alimentar, distribuindo sopas, por exemplo, e equipa-las. “Colocar dinheiro e equipamento, além de outras estratégias que serão anunciadas. Isso porque ele acredita que é possível tirar a fome da Bahia. O princípio da orientação é: ganhou o recurso, compra e procura nossas cooperativas para comprar o alimento nas nossas mãos. Queremos dar alimento a quem não tem e comprar na mão de quem produz com carinho e qualidade para ele também ter, linkando as políticas públicas que são capazes de dar dignidade ao povo baiano”.
A SDR investe de R$ 700 a R$ 800 milhões por ano em diversas estratégias. “Parte da estratégia do Bahia Sem Fome passa por nós e tudo que fazemos é acompanhado de debate e discussão para que as pessoas compreendam o que está fazendo. Nada é solto”.
Já o deputado federal Zé Neto, que também participou do evento, com seis emendas parlamentares sendo colocadas nessas entregas. “São nove entregas de cozinhas para Feira de Santana que estão funcionando bem. Dessas nove, cinco foram entregues com emendas do meu mandato. São R$ 65 milhões e chegaremos a R$ 70 milhões em emendas somente em Feira. Temos trabalhado muito na cidade”.
Neto diz que ele não olha quem comanda o local, como por exemplo o Hospital Dom Pedro, onde quem comanda são pessoas ligadas ao prefeito José Ronaldo. “Não tem deputado na história que tenha colocado mais emendas no Dom Pedro do que eu. Só nesse mandato são quase R$ 28 milhões que fazem com que o hospital esteja aberto. Fazemos isso porque cada uma das ações tem um plano de trabalho que está registrado na Sesab”.
Ele esteve ainda nos Estados Unidos porque acredita que o Brasil precisa se atualizar com o que está acontecendo no mundo digital. “Fui escolhido pelos meus colegas por causa das interlocuções que fiz durante o processo de votação e aprovação da Reforma Tributária. O meu papel foi conversar com o Banco Mundial, com o Conselho de Comércio Americano, com a Câmara de Comércio Americana e participar de um seminário em uma universidade americana preocupados com a segurança jurídica, melhoria dos contratos, atualização das normas brasileiras e segurança pública. Foi uma agenda importante para trazer recursos e desenvolvimento para o Brasil”.
Sobre o hospital municipal, Zé Neto disse que colocaria emenda nesse sem dificuldade. “Coloquei R$ 5 milhões no Hospital do Câncer e colocarei mais R$ 5 milhões se começar a construção até julho. A cidade precisa desse hospital. Só temos um hospital do Câncer atendendo a Bahia inteira, que é o Aristides Maltez. Precisamos de um segundo e ele será o que vai ser construído em Feira pela Santa Casa e terá o meu apoio”.



