O dólar encerrou ontem em avanço de 0,98%, aos R$ 5,16. É a maior cotação para a moeda desde o fim de junho. O real foi, dentre as 31 moedas mais negociadas do mundo, a que teve maior desvalorização frente ao dólar ontem.
Pesaram na cotação a decisão do banco americano JP Morgan de retirar a recomendação para compra das ações brasileiras e pesquisas eleitorais divulgadas mais cedo, mostrando diferença grande entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, também contribuiu com a piora do cenário, avalia Gilberto Kfouri, da gestora do BNP Paribas.
“Entramos em período eleitoral. Teremos volatilidade maior do que tínhamos nos últimos meses, deixando o câmbio mais nervoso”, ele diz. “Houve um aumento da percepção de risco político para os ativos nacionais”, avalia Leonel Matos, da StoneX, afirmando que os investidores “veem risco maior de política fiscal mais expansiva”.
Fonte: O Globo



