A Bahia é o sétimo estado com maior gasto mensal no pagamento de novas pensões e aposentadorias concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em junho de 2026, foram pagos R$ 56,550 milhões a 31.185 benefícios concedidos no estado no mesmo ano. Os dados foram disponibilizados pela Fiquem Sabendo (FS), obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), nesta terça-feira (7).
No Brasil, existem cerca de cinco formas de aposentadoria: a mais comum é por idade, ou seja, aplicável para pessoas entre 65 anos de idade (para homens) e 62 anos (para mulheres), desde que haja comprovação de 15 a 20 anos de contribuição. Esse formato foi adotado por 20.735 beneficiários, cerca de 66,4% daqueles que receberam o benefício de pensões ou aposentadorias aprovadas ou concedidas ainda este ano.
Entre as filiações dos beneficiários, a mais comum é a de segurado especial, relacionada ao pequeno produtor rural, pescador artesanal ou extrativista que trabalha em regime de economia familiar, sem empregados permanentes. Esses filiados seriam 13.479 dos benefícios aprovados, o equivalente a 43,2%.
Em comparação a outros estados do país, o volume financeiro investido nas pensões e aposentadorias mais que duplica. O estado com maior gasto é o Distrito Federal, com R$ 394,3 milhões investidos em novos beneficiários apenas em junho deste ano. Em seguida aparecem São Paulo (R$ 218,4 mi), Minas Gerais (R$ 122,3 mi) e Paraná (R$ 77,2 mi). E à frente da Bahia, ficam Rio Grande do Sul (R$ 69,3 mi) e Rio de Janeiro (R$ 67,3 mi).
Os dados divulgados pelo INSS ainda permitem traçar um paralelo de 20 anos de benefícios pagos na Bahia.
Considerando dados de junho de 2006, o Seguro Social havia registrado 54.891 benefícios concedidos e uma folha de pagamento (considerando apenas estes benefícios aprovados) de R$ 28,2 milhões. Comparativamente, o número de novos benefícios concedidos no extrato mensal de junho reduziu cerca de 43% entre 2006 e 2026, enquanto o valor pago pelo INSS duplicou, o equivalente a um aumento de 100,44%.
Os dados disponibilizados pelo Instituto não detalham se os valores registrados foram corrigidos pela inflação antes da divulgação. No entanto, cabe destacar que, em 2006, o valor do salário mínimo no Brasil era de 350 reais, enquanto em 2026 o valor é de R$ 1.621. Caso o valor apresentado não tenha sido previamente corrigido, é possível fazer uma projeção do ganho nominal destes R$ 28,2 milhões.
Com base em uma projeção do Índice Geral de Preços (IGP-DI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), o valor real desse gasto em 2026 seria de R$ 101,8 milhões, quase o dobro do valor atualmente pago pelo próprio INSS.
Ainda em 2006, os segurados sociais ainda eram a maioria dos beneficiários das pensões e aposentadorias concedidas: foram 33.124 apenas em junho, o equivalente a 60,3%. A aposentadoria por idade também era maioria na época, com 37.799 beneficiários com concessões em junho de 2006.
Há cerca de 20 anos, a Bahia ocupava a 6ª posição nacional em gastos com novos benefícios. Os cinco estados que mais gastaram foram São Paulo (R$ 171 mi), Minas Gerais (R$ 59 mi), Rio de Janeiro (R$ 51,2 mi), Rio Grande do Sul (R$ 43,1 mi) e Paraná (R$ 35,7 mi).
Fonte: Bahia Notícias



