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Governo da Bahia apresenta avanços na mobilidade com nova Rodoviária de Salvador, VLT e projetos para Feira de Santana

O Governo da Bahia realizou, nesta segunda-feira (12), uma agenda especial em Salvador voltada à apresentação de importantes investimentos em mobilidade urbana e transporte público. A programação inclui visitas técnicas à Nova Rodoviária de Salvador e às obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e outras autoridades estaduais.

A visita à nova Rodoviária aconteceu no início da manhã com tour guiado pelas modernas instalações do terminal, considerado um marco para o sistema de transporte interestadual e metropolitano da capital baiana. Na ocasião, a imprensa teve acesso exclusivo a informações sobre a operação do equipamento, além dos impactos logísticos e econômicos do empreendimento.

Em seguida, a comitiva seguiu para as obras do VLT, um dos maiores projetos de mobilidade urbana em execução em Salvador. La, os técnicos responsáveis pelo projeto fizeram uma apresentação detalhada sobre o andamento das obras, o cronograma e as próximas etapas, destacando a integração com outros modais de transporte e os benefícios previstos para a população da região metropolitana.

A agenda teve como objetivo aproximar autoridades, técnicos e imprensa dos projetos estruturantes que vêm transformando a mobilidade na Bahia, reforçando o compromisso do Governo do Estado com investimentos em infraestrutura e transporte público de qualidade. A expectativa é que a nova rodoviária comece a operar de forma plena em breve, consolidando-se como um novo polo de mobilidade urbana e regional, com maior conforto, organização e integração ao sistema de transporte público da capital baiana.

O novo terminal rodoviário está localizado às margens da BR-324 e ocupa uma área total de 127.235 mil metros quadrados, com 42,377 mil metros quadrados de área construída. O empreendimento foi projetado para atender a uma demanda estimada de mais de 20 mil passageiros e 1 mil ônibus por dia. A Nova Rodoviária da Bahia atende normas de sustentabilidade conta com 41 plataformas de embarque, 24 de desembarque e 34 destinadas ao estoque de veículos, além de salas VIP. Além disso, dispõe de estacionamento para 847 veículos, dos quais 711 serão destinados a vagas rotativas, e 260 espaços comerciais.

Durante a visita técnica, o governador falou sobre a expectativa do início das operações. “A grande obra já está pronta, mas temos que seguir os trâmites. O desejo é retornar na semana que vem para entregar essa peça fundamental para o desenvolvimento de Salvador e fazendo isso aqui com grande responsabilidade”, pontuou o governador Jerônimo Rodrigues.

A nova Rodoviária de Salvador tem condições físicas de iniciar a operação imediata, mas a liberação definitiva depende da conclusão de trâmites administrativos junto à Prefeitura, especialmente a emissão do habite-se e alvará de funcionamento, ressalta o secretário da Casa Civil, Afonso Florence. A expectativa do Governo do Estado é que todo o processo burocrático seja finalizado nos próximos dias, possibilitando o anúncio oficial da data exata de transferência das operações. “Tem que acontecer uma vistoria e estamos preparados para ela. Para que ela ocorra, a Prefeitura precisa concluir a tramitação do processo no âmbito administrativo”.

Ainda de acordo com Florence, a expectativa inicial é de 20 mil pessoas por mês utilizando a rodoviária. Esse número pode aumentar aos poucos à medida que forem autorizadas e instaladas as empresas permissionárias, como clínicas, praça de alimentação e lojas. “A projeção básica é de vinte mil pessoas, com expectativa de incremento conforme os serviços comecem a funcionar”, explicou o gestor.

No que se refere à operação das linhas intermunicipais e metropolitanas, a organização é de responsabilidade da Agerba, que organiza a gestão das linhas em conjunto com a administração do terminal. Até o momento, não há previsão de criação de novas linhas exclusivamente em função da nova rodoviária. “Qualquer alteração na malha atual dependerá de estudos técnicos em andamento. A rodoviária em si não ocasionará essa mudança. O Governo do Estado também prepara uma licitação específica para linhas metropolitanas, o que poderá resultar em mudanças futuras”, diz.

Quanto ao início efetivo da operação, incluindo venda de passagens, embarque e desembarque, a rodoviária está pronta do ponto de vista estrutural. No entanto, para que a vistoria final aconteça, é necessário que a Prefeitura conclua a tramitação do processo administrativo. “Após a liberação do habite-se, as empresas privadas deverão cumprir exigências legais, como inscrição imobiliária, pagamento de IPTU e demais providências burocráticas”.

A previsão é que essas etapas sejam concluídas até o dia 20, seguindo o calendário usual desse tipo de procedimento. “A cada dia acompanhamos o andamento e, no momento oportuno, faremos o anúncio do dia cravado da transferência operacional da atual para essa aqui”, afirmou o secretário. Ele reforçou que a mudança seguirá um modelo já conhecido: a antiga rodoviária será totalmente desativada até 23h59, e a partir da zero hora do dia seguinte, todas as operações passam a ocorrer exclusivamente no novo terminal.

Sobre o futuro da antiga rodoviária, o Governo do Estado informou que existem estudos em andamento, mas ainda não há decisão final sobre a destinação do espaço. “O anúncio deverá ser feito em breve”.

Outro ponto abordado foi a situação dos ambulantes na região. O Estado destacou que a presença de vendedores em áreas públicas é de responsabilidade do município, mas que há diálogo em curso com a Prefeitura de Salvador para buscar soluções conjuntas. “No entorno da nova rodoviária, especialmente na área que liga a estação de ônibus, já em funcionamento para linhas metropolitanas e urbanas, à estação do metrô, foi realizado um levantamento dos ambulantes existentes. Esse daí estamos negociando com a Prefeitura para providenciarmos adequação. Eles estão lá, sabemos quem são e estamos negociando com a associação para criar condições de dignas de resolução do assunto”. Em relação aos ambulantes da antiga rodoviária, o tema seguirá sendo tratado pela Prefeitura, com apoio do Governo do Estado.

A expectativa é que a nova rodoviária comece a operar de forma plena em breve, consolidando-se como um novo polo de mobilidade urbana e regional, com maior conforto, organização e integração ao sistema de transporte público da capital baiana.

VLT

A operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador no trecho do Subúrbio Ferroviário está prevista para começar em junho deste ano, inicialmente ligando a Estação da Calçada ao bairro do Lobato. A informação foi confirmada pelo engenheiro Marco Aurélio Moreira, um dos responsáveis técnicos pelo empreendimento, durante visita à estação da Calçada.

De acordo com o engenheiro, a fase inicial da operação contará com três composições, atendendo paradas intermediárias como Baixa Fiscal, Santa Luzia, Pedreira, Voluntários da Pátria, antes de chegar ao Lobato. Esse trecho integra o Lote 1 do VLT, sob responsabilidade do consórcio construtor, que compreende o percurso da Calçada até a Ilha de São João.

No Lote 1, o sistema terá características distintas ao longo do trajeto. Entre a Calçada e o Comércio, a via será singela, enquanto no trecho da Calçada até a Ilha de São João haverá duas vias, permitindo ida e volta simultâneas das composições. A transição para o Lote 2 ocorre na região de Paripe, na Estrada do Derba, seguindo até Águas Claras, e posteriormente o Lote 3, que liga Águas Claras a Piatã.

Questionado sobre a ampliação futura da rede de VLT, Marco Aurélio explicou que essas informações não cabem ao consórcio construtor. “Quem pode fornecer detalhes sobre novos trechos é a CTB, Companhia de Transportes do Estado da Bahia, responsável pelo acompanhamento e planejamento do sistema”, esclareceu.

Cada composição do VLT será formada por sete vagões, com capacidade média para até 400 passageiros por viagem. Ao todo, o contrato prevê a disponibilização de 40 composições para o sistema. Um dos diferenciais do projeto envolve a possível utilização de um dos vagões para atender pescadores e marisqueiras, especialmente da região do São João do Cabrito, salienta o engenheiro.

A iniciativa está relacionada à Unidade de Beneficiamento da Ponta das Sardinhas, que dará suporte à preservação e posterior comercialização dos produtos dos pescadores e marisqueiras da região. Segundo o engenheiro, os estudos indicam que o último vagão de algumas composições poderá ser destinado ao transporte do pescado, embora os detalhes operacionais ainda não estejam definidos.

Sobre a operação do sistema, Marco Aurélio reforçou que essa etapa será conduzida por uma empresa operadora, que será definida por meio de concorrência pública. “Essa empresa será responsável por questões como condutores, rotinas operacionais e suporte técnico”, explicou. Ele também destacou que já existem ações voltadas à formação de profissionais. A CTB, inclusive, realizou recentemente a convocação de antigos operadores do Trem do Subúrbio, que participaram de treinamento na fábrica da CAF, em Hortolândia (SP). Esses profissionais foram os primeiros de uma série de cursos que devem ser realizados para capacitar condutores de VLT e outros modais ferroviários.

A expectativa é que o início da operação represente um avanço significativo na mobilidade urbana do Subúrbio Ferroviário, oferecendo um transporte mais moderno, seguro e integrado para a população.

Rodoviária de Feira de Santana

Carlos Henrique Martins – Foto: Jornal da Hora BA

A Rodoviária de Feira de Santana deve passar por um processo de reestruturação nos próximos meses. De acordo com o diretor executivo da AGERBA, Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia, Carlos Henrique Martins, os estudos técnicos para a nova modelagem do equipamento estão em fase final, e a expectativa é que o edital de licitação seja publicado ainda no primeiro semestre de 2026.

Segundo o representante do Governo do Estado, há um entendimento consolidado de que a atual rodoviária já não atende de forma satisfatória à demanda da população. “É um equipamento que precisa ser modernizado. A ideia é termos uma rodoviária que não seja do porte da de Salvador, mas que seja semelhante e capaz de atender toda a região”, destacou.

A princípio, a proposta prevê que a rodoviária continue no mesmo local, passando por adequações estruturais. No entanto, a possibilidade de mudança para outra área não está descartada. Para isso, seria necessária uma articulação entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Feira de Santana, envolvendo questões como disponibilidade de terreno e viabilidade urbana.

Questionado sobre a possibilidade de transferência da rodoviária para o entorno do Aeroporto de Feira de Santana, especialmente diante do projeto de ampliação do terminal aéreo, o gestor afirmou que a alternativa é considerada válida. “Não deixa de ser uma possibilidade, mas é preciso diálogo com o município e com todos os atores envolvidos para avaliar a viabilidade”, explicou. Apesar disso, não há, até o momento, outro local oficialmente em estudo.

Mesmo com a licitação prevista, o contrato inicial deverá ter prazo mais curto, justamente para permitir ajustes futuros caso o Governo decida implantar a rodoviária em um novo endereço. “A ideia é licitar agora para atender a necessidade imediata, sem impedir uma mudança estratégica mais à frente”, pontuou.

Entre as principais melhorias previstas, estão intervenções para facilitar o acesso dos ônibus de grande porte, especialmente os veículos de dois andares, que atualmente enfrentam dificuldades para operar no terminal. O anteprojeto em elaboração prevê alterações estruturais e ampliação das plataformas, garantindo condições adequadas de embarque e desembarque. “É um equipamento localizado em uma área compacta, mas a engenharia está estudando a melhor solução técnica para viabilizar essas adaptações”, afirmou.

Durante a entrevista, também foi abordada a situação do transporte público municipal de Feira de Santana, tema recorrente de reclamações por parte da população. O representante do Estado reconheceu a gravidade do problema, mas ressaltou que a crise no transporte coletivo não é exclusiva do município. “É uma realidade presente em várias cidades e até no Brasil como um todo. A solução passa pelo diálogo, especialmente com a Prefeitura, os concessionários e a construção de alternativas viáveis dentro de um prazo definido”, concluiu.

A expectativa é que, com a publicação do edital e o avanço do processo licitatório, Feira de Santana possa finalmente iniciar um novo ciclo de modernização de um dos seus principais equipamentos de mobilidade regional.

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