Tarcísio de Freitas, Ciro Nogueira, Ratinho Júnior, Tereza Cristina… e contando. Dos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro tem apontado sua metralhadora giratória para qualquer nome da direita que ensaie vestir o figurino de presidenciável ou sugira reduzir o protagonismo do clã Bolsonaro na definição do candidato.
Aliados de Jair Bolsonaro apostam que Eduardo seguirá nessa toada de não poupar ninguém, mesmo políticos próximos ao pai, de críticas públicas.
Conforme essas avaliações, o deputado só se conteria de alguma forma caso um nome passasse a se movimentar mais ostensivamente de olho no Palácio do Planalto: Michelle Bolsonaro.
Embora a veja como uma “forasteira” dentro do clã e costume ressaltar sua inexperiência política, Eduardo, na visão desses bolsonaristas, não partiria para a briga aberta contra Michelle.
“Eduardo não morre de amores pela madrasta e já vimos como ele é capaz de tratar o pai em privado. Mas a prisão domiciliar de Jair deu um peso ainda maior à Michelle junto ao presidente e ao PL. Ele teria que engolir seco”, avaliou um líder bolsonarista.
Governo teme que Alcolumbre trabalhe para inviabilizar Messias ao STF
O governo Lula teme que Davi Alcolumbre trabalhe para inviabilizar a possível indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. Messias é o franco favorito para ocupar a cadeira de Luís Roberto Barroso no Supremo, mas Alcolumbre defende que o presidente escolha Rodrigo Pacheco, seu aliado.
O receio no Planalto é que Davi Alcolumbre, presidente do Senado, possa trabalhar nos bastidores para que Jorge Messias não tenha ampla maioria na Casa. Deste modo, o senador ganharia mais espaço para influenciar Lula a escolher Pacheco.
O nome indicado pelo presidente precisa passar por uma sabatina e ser aprovado por senadores. A aliados, Alcolumbre vem argumentando que o único nome que tem ampla maioria, tanto na oposição quanto na base governista, é Pacheco, ex-presidente do Senado.
A opinião é seguida por senadores ouvidos pela coluna. Os políticos ponderam que Rodrigo Pacheco não é um nome tão ligado a Lula quanto Messias e que, por ser ex-presidente da Casa, teria capacidade para lidar melhor com os incêndios constantes entre o STF e o Congresso.
Fonte: Estado de Minas



