A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria na tarde desta 5ª feira (11.set.2025) para condenar o Jair Bolsonaro (PL), 70 anos, por liderar uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Já são 3 votos que consideram o ex-presidente e outros 7 réus culpados –Alexandre de Moraes (relator); Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Na véspera, Luiz Fux teve posição divergente e defendeu a absolvição de Bolsonaro.
A maioria, por placar de 4 a 1, condenou o ex-presidente pelos seguintes crimes:
Golpe de Estado
Abolição violenta do Estado democrático de Direito
Organização criminosa
Dano qualificado contra patrimônio da União
Deterioração de patrimônio tombado
Concluído o voto de Zanin, presidente da 1ª Turma, os ministros definirão a pena de Bolsonaro e de outros 7 réus condenados. A dosimetria poderá chegar a 43 anos de prisão no caso do ex-presidente. A expectativa é que o julgamento seja encerrado na 6ª feira (12.set). Há possibilidade de recursos no próprio STF, os chamados embargos. Eles serão possíveis depois do acórdão (decisão por escrito), cuja publicação deve ser feita em até 60 dias.
De deputado inexpressivo a principal líder político da direita do Brasil, Bolsonaro é o 1º ex-presidente a ser condenado criminalmente por tentar solapar a democracia no país. Ele já havia sido considerado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023, por usar a máquina pública para espalhar desinformação sobre as urnas eletrônicas.
Integram a 1ª Turma do STF:
Alexandre de Moraes, relator da ação;
Flávio Dino;
Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma;
Cármen Lúcia;
Luiz Fux.
Além de Bolsonaro, são réus:
Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
Augusto Heleno, ex-ministro de Segurança Institucional;
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Fonte: Poder360



