À medida que se aproximam as eleições de 2026, o cenário político na Bahia ganha contornos diferentes, e a movimentação de prefeitos do interior revela um redesenho de forças. Na imprensa e redes sociais, gestores historicamente alinhados a ACM Neto (União Brasil) têm assumido migrar para a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), reflexo, segundo especialistas, da combinação de diálogo, entrega de resultados e estilo de governar do petista.
Durante a assinatura da ordem de serviço do atracadouro da Feira de São Joaquim, ontem, o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) não poupou críticas à oposição, reforçando o desgaste causado pelo estilo autoritário do vice-presidente do União Brasil. “ACM Neto não está apenas de escanteio, está abandonado à própria sorte. Sem força, sem perspectiva, e muitos perceberam que o barco da oposição não tem rumo”, declarou.
Enquanto Solla é direto e dá nome aos bois, Jerônimo Rodrigues, ao ser questionado pela imprensa, preferiu a sutileza, destacando que seu estilo de gestão é um atrativo. “Nós nunca mudamos a forma de fazer política. Trabalhamos com respeito às pessoas. Cada deputado, cada prefeito, cada prefeita é tratado com atenção, dialogando sobre as demandas do seu município. Política é confiança, e confiança se constrói com trabalho e escuta”, pontuou.
O movimento de migração mais recente aconteceu no último domingo (24). O prefeito de Ibiquera, César Almeida (Avante), durante a 25ª edição da Festa do Vaqueiro, no declarou que Jerônimo Rodrigues é “o melhor do Brasil”. Antes dele, o prefeito de Mata de São João, Bira da Barraca (União Brasil), havia manifestado apoio em março deste ano. Nos bastidores, prefeitos de Ibicuí, Serra Preta e Itapicuru também declararam seu alinhamento ao governador.
Para Solla, a debandada se sustenta na naturalidade com que Jerônimo recebe prefeitos, trata parlamentares e entrega resultados. “Cria atratividade, deixando a oposição sem capacidade de articular uma frente competitiva robusta para 2026. Cidades que antes estavam com ACM Neto agora caminham conosco. A diferença é clara: onde havia autoritarismo e grosseria, agora há diálogo e resultados concretos”, destacou.
Já o governador, evitando citar o nome de seu adversário, reforçou que sua gestão cria condições para que os municípios executem investimentos, equilibrem receitas e atendam às necessidades da população. “É preciso olhar para cada município, colocar emendas, ajudar a governar e ouvir os gestores locais”, disse.
Em comparação com Brasília, Solla ressaltou que a dinâmica política na Bahia é diferente. “A maior parte dos parlamentares de Brasília não esteve conosco em 2022 e não estará no próximo ano. Eles se utilizam do governo de plantão e depois seguem o caminho do atraso, da extrema-direita e do retrocesso. Na Bahia quem quer resultados se aproxima de Jerônimo pois a política é prática, voltada à governabilidade. Jerônimo consolida uma frente sólida de apoio para o próximo ano”, afirmou.
Fonte: Tribuna da Bahia



