No debate presidencial na TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom ao falar sobre o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nas festas organizadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O tema, que já vinha sendo explorado pelo petista em comícios e podcasts, tornou-se um dos pontos mais tensos do confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Lula declarou abertamente que o dinheiro de Vorcaro financiou festas e “orgias” frequentadas por parlamentares, autoridades e ministros. O presidente enfatizou que o conteúdo obtido pela Polícia Federal no celular do banqueiro — cujo acesso foi liberado aos magistrados da corte — revelará todos os participantes desses eventos.
Principais pontos da fala de Lula e do embate no debate
* “Orgia pura”: Em declarações que repercutiram no debate, Lula classificou o escândalo do Banco Master e os encontros promovidos por Vorcaro como uma “orgia”. Ele reiterou que a sociedade brasileira saberá quem participava dessas festas.
* Investigação sem privilégios: Lula defendeu publicamente que os ministros do STF não estão acima da lei. Ele citou nominalmente o ministro Kassio Nunes Marques como um dos supostos frequentadores das festas e afirmou ter cobrado celeridade do presidente do STF, Edson Fachin, para apurar o caso.
* Ataque a Flávio Bolsonaro: Durante o confronto na TV Globo, Lula provocou o adversário ao disparar: “Vocês fizeram ele um banqueiro e eu fiz ele um prisioneiro”. Ele associou Flávio a Vorcaro mencionando mensagens em que o senador cobrava R$ 134 milhões do banqueiro para financiar o filme “Dark Horse”.
* Cobrança interna na PF: Lula também confirmou ter chamado a atenção do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por ter comparecido a um evento de Vorcaro em Londres, classificando as explicações do delegado como “não convincentes”.
A reação de Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro rebateu as acusações afirmando que a prisão de Vorcaro foi decretada pelo ministro André Mendonça, e não por mérito de Lula. Flávio acusou o governo de usar a Polícia Federal de forma política para perseguir opositores e tentar abafar o suposto envolvimento de petistas da Bahia — como Rui Costa e Jaques Wagner — com o banqueiro.
O encerramento do bloco foi marcado por forte tensão, com Lula se recusando a se aproximar do púlpito do adversário sob a justificativa de que queria “distância de miliciano”.
[00:48, 24/10/2026] Marcelo Sacramento: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu um ato falho e se atrapalhou durante o debate presidencial da TV Globo em 23 de outubro de 2026, afirmando textualmente que iria “acabar com a polícia e deixar o território livre”. A declaração ocorreu durante uma discussão sobre segurança pública e o controle de territórios pelo crime organizado, após um questionamento do senador Flávio Bolsonaro.
O Contexto da Declaração
* A frase dita: Na tentativa de defender suas propostas, Lula declarou: “Vou criar o ministério (da Segurança Pública), e aí você vai ver um governo ‘acabar com a polícia’ e deixar o território livre”.
* A proposta real: O petista se referia à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e à criação de um Ministério da Segurança Pública independente da Justiça. O erro de concordância ou “troca de palavras” gerou o sentido oposto ao pretendido.
* A reação do adversário: Flávio Bolsonaro explorou o erro imediatamente após o intervalo, cobrando explicações de Lula sobre como ele pretendia extinguir a corporação.
Repercussão
A oposição e a campanha de Flávio Bolsonaro, incluindo aliados como o deputado Nikolas Ferreira, recortaram o trecho e o viralizaram massivamente nas redes sociais como o principal tropeço de Lula no confronto. Críticos associaram o ato falho à falta de preparo ou “senilidade” do candidato, enquanto apoiadores apontaram que a fala foi visivelmente uma inversão confusa de palavras durante o calor da discussão.
Fonte: Tribuna da Bahia



