Todas as pesquisas produzidas por todos os lados para consumo externo ou interno apontaram que a questão mais preocupante da sociedade agora é segurança. Os tiroteios que se tornaram comuns espalham terror de cabo a rabo.
E foi por isso que o assunto predominou no horário eleitoral. ACM Neto prometeu acabar com isso. Jerônimo diz que já fez muito e vai fazer mais, Flávio prometeu acabar com a guerra de facções, e Lula diz pretender unir estados e municípios para encarar a questão.
O tema veio à tona com os penduricalhos de uma campanha, uns prometem o paraíso e só veem diabruras dos adversários. No conjunto, fica a sensação de que o assunto não foi tratado com a devida seriedade.
NA POLARIZAÇÃO – A guerra entre facções, que começou nas favelas do Rio de Janeiro e alastrou-se pelos quatro cantos do Brasil como uma praga maldita, também caiu na polarização política entre esquerda e direita que o País vive.
A direita acha que o negócio é meter bala, a esquerda diz que lugar de bandido é na cadeia, mas cobra rigor da inteligência policial para evitar fazer vítimas inocentes.
E aí vem a pergunta que não perguntaram na campanha: e a questão da guerra de facções, é um problema só de polícia? Na própria polícia há quem diga que não, é um leque, que inclui principalmente a educação.
O certo é que, a julgar pelo visto na campanha, ganhe quem ganhar, o caso entra em pauta. Mas essa de achar a solução num passe de mágica é lero-lero.
Fonte: Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas / A Tarde



