Um ensaio realizado com o satélite militar experimental NTS-3, das Forças Armadas dos Estados Unidos, emergiu como a principal suspeita para a pane nos sistemas de GPS que impediu a decolagem de jatos Embraer E195-E2 da Azul na última terça-feira, 22.
O Laboratório de Pesquisa da Força Aérea americana (AFRL) reconheceu uma ligação preliminar entre o teste e as anomalias após questionamentos do portal especializado AEROIN.
De acordo com o laboratório, componentes de navegação de bordo reagiram de forma atípica a parâmetros emitidos durante um procedimento de rotina, previamente autorizado.
Os militares agora investigam os motivos dessa reação inesperada e buscam determinar o número total de aeronaves afetadas.
Azul
Na operação da Azul, a instabilidade desativou simultaneamente os dois receptores de GPS dos aviões E195-E2 ainda em solo, o que levou a companhia a suspender parte dos voos com o modelo no dia do incidente.
A apuração sobre as causas exatas é conduzida em parceria com a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). Até o momento, os órgãos não detalharam o mecanismo técnico que acionou os avisos de emergência nas cabines.
Sinal experimental
Além da empresa brasileira, a canadense Porter Airlines e operadores de outras aeronaves equipadas com componentes do fabricante Honeywell registraram falhas semelhantes. O alcance global dos impactos na aviação civil segue em análise.
A principal hipótese de trabalho indica que os módulos de bordo tenham detectado a transmissão do NTS-3 e, por identificá-la como um sinal inadequado ou fora dos padrões, descartaram a frequência, disparando automaticamente os alertas de pane.
Força Aérea dos EUA
A Força Aérea dos EUA declarou ter adotado medidas para evitar interferências no tráfego comercial e reforçou que as transmissões do NTS-3 têm caráter estritamente experimental, sem homologação para uso civil. As autoridades, contudo, ainda não explicaram por que os alertas foram acionados com os aviões em solo.
As emissões do satélite foram suspensas por tempo indeterminado e só serão retomadas após a adoção de reforços de segurança. A L3Harris, fabricante do equipamento, redirecionou os contatos aos militares. A Honeywell não se manifestou
Fonte: A Tarde



