Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanham os possíveis impactos políticos em relação aos pedidos de recuperação judicial solicitados por grandes empresas, como Casas Bahia e Braskem.
A avaliação interna do governo, apurada pelo portal Metrópoles, indica que a situação das Casas Bahia é motivo de maior preocupação por causa do forte apelo popular, elevado volume de empregos gerados e à presença na rotina dos consumidores brasileiros.
No cenário da Braskem, o impacto atinge diretamente os interesses federais por causa da participação estatal da Petrobras, que possui 47% do capital votante da petroquímica. O Conselho de Administração da empresa é presidido por Magda Chambriard, gestora que comanda a estatal.
A principal preocupação da base governista é a possibilidade de a oposição utilizar as dificuldades financeiras das empresas para criticar a condução econômica do país. O receio é que os opositores vinculem os processos de crise ao patamar das taxas de juros, e alimentar a narrativa de insustentabilidade das empresas durante a atual gestão.
No âmbito jurídico e financeiro, a Braskem optou pela recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 56 bilhões em débitos diretamente com credores antes da homologação judicial. O Grupo Casas Bahia recorreu à Justiça de São Paulo com pedido urgente de recuperação judicial por causa de dívidas de R$ 17,3 bilhões, medida adotada após falta de caixa e o registro de prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões.
Fonte: BNews



