O prefeito Fernando Bermuda (PSB), da cidade de Campestre do Maranhão (MA), tem ameaçado demitir servidores públicos que não votarem em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente do Brasil nas eleições de outubro. A informação foi divulgada pelo Metrópoles.
As ameaças aconteceram em mensagens enviadas pelo chefe do executivo local em grupos e canais de transmissão com a presença de servidores.
Em um evento religioso promovido pela prefeitura de Campestre do Maranhão no dia 4 de agosto, Bermuda ameaçou os funcionários que votarem em Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Vamos no culto hoje na Assembleia de Deus. Todos Flávio Bolsonaro. Quem votar em Lula após a eleição tá na rua”, disse o prefeito em uma mensagem.
Em relato ao Metrópoles, um servidor da Secretaria Municipal de Educação, que pediu para não ser identificado por medo de represálias, disse que o comportamento de ameaças do prefeito é recorrente.
“Ele sempre foi assim, só fala com os funcionários na base da ameaça e da ignorância. Todos têm que fazer só as vontades dele. Se não fizer é perseguido. A gente aguenta porque precisa do emprego, precisa sustentar a família. Mas é muito humilhante a forma que somos coagidos quase sempre”, relatou.
Em outras mensagens, Bermuda aparece pedindo que os servidores apoiassem candidatos da sua base.
“Gente, peço que vocês olhem e lembrem do trabalho que eu faço. Esse tipo de trabalho e atenção à população, em Campestre ninguém nunca fez. Mas eu dependo das pessoas para fazê-los. Os deputados e senadores são meus parceiros para custear esse trabalho”, diz uma das mensagens.
“Peça para as pessoas que estão pensando em apoiar esses outros candidatos para apoiar apenas os nossos. Pois o hospital depende dos nossos pré-candidatos”, afirma em outra mensagem.
As atitudes do gestor municipal se encaixam em crime eleitoral e abuso de poder.
Ameaçar demitir funcionários caso determinado candidato perca as eleições é considerado crime de assédio eleitoral. Segundo o artigo 300 do Código Eleitoral, a prática pode ser punida com o pagamento de multas e detenção por até 6 meses.
O site entrou em contato com Fernando Bermuda e aguarda um retorno. O espaço segue aberto.
Fonte: BNews



