O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 16, por meio de nota, que repudia o novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e anunciou que acionará os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade diante dos impactos econômicos da medida.
“O governo brasileiro repudia a decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade”, diz trecho da nota.
A tarifa foi oficializada pelo governo de Donald Trump após a conclusão de uma investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.
O relatório sustenta que o Brasil adota “práticas comerciais desleais e discriminatórias” que, segundo o governo norte-americano, prejudicam empresas do país.
Entre as alegações apresentadas pelos Estados Unidos estão críticas ao Pix, ao tratamento dado às big techs, ao desmatamento, às barreiras impostas ao etanol americano e até à Rua 25 de Março, em São Paulo.
“Demonstramos que são descabidas as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento”, afirma o governo brasileiro.
Críticas à família Bolsonaro
Na nota, o governo também reforçou que os Estados Unidos não têm “justificativas cabíveis” para taxar o Brasil e criticou a influência da família Bolsonaro na decisão, afirmando que integrantes agem contra a soberania nacional.
“É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte de um enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país”, diz.
Por fim, o Planalto lembrou que, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil.
Veja a nota completa:
Fonte: A Tarde



